domingo, 14 de dezembro de 2008

TRISTEZA













Não era assim tanto... mas não cabia no meu peito.
Era mais que pranto com lágrimas e olhos vermelhos
Assim era o meu desespero, por despetalar o que fora inteiro
Era fronteira que dividia os sentidos...
E unificava os versos como música.
Ah! Se aquela estação fosse a última!
Se não houvesse tantas após...

Se o tempo não fosse meu próprio algoz
E a noite não findasse a minha loucura,
Então adormecia com o Sol menor e despertava com a Lua.
Seguia os áureos ventos que insinuavam as veredas
E eu era um peregrino das paisagens serenas,
Mas aproximava-se o temporal e o cataclismo.
Agora a brisa é vendaval, e ascensão é declínio.

Via o vão abissal que fragmentava a minha alma e
Eu já não o era imortal como imaginava...
Era assim como o palco vazio dum teatro.
E o meu espírito era monólogo e o... fim do primeiro ato!
Resta-me o império devastado e uma esperança em ruínas.
Que antes da noite chegar, tu me levarás da vida
Agora... sou constelação de uma estrela. Sei que não é o momento...

Mas desculpa-me a minha tristeza...

Gentilmente enviado ML

quinta-feira, 26 de junho de 2008

QUEM ENTRASSE NOS MEUS PENSAMENTOS,OUVIA-ME BERRAR...

Tinha acabado de escutar uma senhora
Que ainda usa o véu, cumpre todos os preceitos
E sabe todas as orações,
Mas que não conhece a verdade
Do amor de Deus.
Segundo ela, o amor de Deus existe
Para se sentir, e não para que seja
Distribuído por quem não merece.
O amor de Deus que eu conheço não é assim.
E por mais que lhe explicasse que
Jesus perdoou, inclusive,
Aos que o mataram, ela não quis saber.
O senhor padre não percebe nada.
Eles maltrataram-me.
Perguntava-lhe sobre ela e ela respondia
Sobre os outros.
Perguntava-lhe se no coração já os tinha
Perdoado e respondia-me que eles
Não eram bons.
Perguntava-lhe se conseguia ter o coração
Disponível para eles e insistia que eles
Não eram bons.
Informava-a que não precisava de confiar
E ela dizia cruz credo.
Mas que precisava de perdoar para
Se sentir bem consigo própria e repetia-me
Que ele é que não estavam bem.
Tentava encontrar algo de bem nela que
Sobressaísse e a fizesse repensar a vida e ela
Persistia falando mal dos outros.
Afirmei que o mal dos outros não devia fazer
Espelho em nós,
Mas ela repetia o palavreado.
Ensinava-lhe que era mais fácil amar
Quem nos ama, mas que o cristão também ama
Quem nos magoa e ela virava a cara.
Eu acrescentava e ela repetia.
Acrescentava e ela repetia, até esbracejar por
Não me ouvir dizer o que desejava ouvir.
E cansei. Cansei por ver nesta interminável
Conversa um coração cristão confundido.
Cansei por rever nesta conversa milhares
De corações cristãos confundidos. O senhor padre não sabe nada.

Por isso quem entrasse
Nos meus pensamentos,
Ouvia-me berrar.
Um grito mudo, seco, que me fez cerrar
Os punhos por debaixo das mangas antes
De iniciar a eucaristia.
Porquê, meu Deus?!
Porque é que as pessoas te confundem
Com as suas superstições?!
Porque é que se dizem cristãos como
Forma de sossegar a consciência?!
Porque não entendem a tua beleza?!
Porque não te entendem?!
Porque não amam como tu amas?!
Porque não sabem perdoar?!
Porque apontam o dedo umas às outras,
Esquecendo os seus próprios erros?!
Porque é que juntam as mãos para rezar,
mas não as juntam para amar?!
Porque é que estendem a mão para receber,
Mas não a abrem para dar?!
Porque é que a nossa forma de nos
Afirmarmos cristãos não nos faz melhores?
O que realmente queremos?

Nos dias de hoje, visivelmente marcados

Pelo desenvolvimento económico

e tecnológico, o sucesso pessoal

É dirigido basicamente a conquistas

Materiais.

Somos valorizados pela competência

Em obter dinheiro, poder e status.

Vivemos um quotidiano doente,

Onde pressão e ansiedade são

Nossos imperadores.

Mas por que tanta pressa?
Estamos numa era de mudanças rápidas,

Assim espera-se que tenhamos agilidade

Suficiente para vencer obstáculos,

Ganhar dinheiro,

Construir uma vida estável

- Nada mal para um final de milénio

Tão conturbado.
Realmente, precisamos nos adaptar

Aos novos tempos.

Mas simplesmente se adaptar não basta.

Precisamos, antes disto,

Criar um mundo melhor,

Gerar referências mais positivas

Para se viver. Senão iremos

Continuamente nos adaptar a padrões

Superficiais e sem sentido.
Não quero dizer que ganhar dinheiro

Seja um mero detalhe.

Ele é um instrumento da vida moderna

Necessário à sobrevivência e à realização

De alguns de nossos sonhos mais concretos.

Só não devemos confundir as coisas,

Relevando o dinheiro,

Ao invés de instrumento,

Como único objectivo.

Reconhecer e valorizar também o que

Preenche nossos corações é essencial

Para atingir equilíbrio e paz de espírito.
Parece que as pessoas se esqueceram

Ou não querem enxergar aquilo que elas

Mais desejam: amor, contacto, intimidade.

Fomos enganados por padrões sociais que só

Valorizam o externo em detrimento do afecto

Das relações verdadeiramente humanas.
É calor, o contacto entre as pessoas que

Move e preenche nossas vidas.

O ser humano precisa ser reconhecido

e acreditado pelos outros.

Ele precisa amar e ser amado; ser tocado,

Valorizado, compartilhar suas emoções

e ser sinceramente aceito.
É maravilhoso ter espaço para se

Expressar sem medo, é encantador poder

Ser a gente mesmo.
É claro que o crescimento pessoal depende

Basicamente do nosso próprio esforço,

Mas o incentivo de quem nos ama

E acredita em nossos mais íntimos potenciais

Actua como um vigoroso catalisador.

Compartilhar dá asas à criatividade e

Desenvolve em muito nossa afectividade.
Acolher o indivíduo como ele é não é fácil,

Não fomos treinados para isto.

O mundo moderno não nos prepara

Para exprimir afeição e carinho.

Ora, aceitar o próximo não é simplesmente

Respeitar seu espaço e suas características

Pessoais.

É, acima de tudo, reconhecer sua

Natureza única e particular,

Suas reais intenções, a luta íntima que

o sujeito trava consigo mesmo tentando

Cada dia mais melhorar.
Muitas vezes não temos paciência para

Lidar com as dificuldades dos outros.

Exigimos perfeição em troca da

Nossa atenção.

Vai ver o segredo é lidar com os outros,

E não com as dificuldades.
Como disse Carlos Molina,

Terapeuta sistémico, devemos conhecer

As pessoas como são, sem os problemas.

É claro que não podemos ser suas cridas,

Alimentando carências e inseguranças,

Ou concordando com tudo que dizem.

Mas podemos ser seus amigos.

Podemos nos tornar disponíveis,

Oferecendo aquilo que às vezes tanto

Cobramos - amor.
E assim poderemos ser realmente fortes

Para trilhar nosso rumo.
O verdadeiro poder surge da harmonia

Dos sentimentos.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

PEDIDO DE AJUDA

Estimados Amigos, recebi esta mensagem e resolvi enviar, isto pq a mensagem não foi fácil de ler...

Diz respeito a uma criança que tem uma doença no sangue cujo tratamento consiste num transplante de medula.
A má notícia é que nenhum dos familiares ou amigos são compatíveis com ele e a Cruz Vermelha vai fazer uma recolha de sangue a pessoas interessadas em doar a sua medula.

Com esta mensagem pede-se a todas as pessoas que ajudem, não só esta criança, mas também a muitas outras que andam espalhadas neste nosso pequeno país.



A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo!

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de sobrevivência para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

Se para o doador a doação é apenas um incómodo passageiro, para o doente pode representar a diferença entre a vida e a morte.

PROBABILIDADE DE ENCONTRAR UM DADOR COMPATÍVEL?

Actualmente a transplantação de medula óssea é uma prática corrente mas só cerca de 25% dos doentes têm um dador familiar compatível.

Os restantes 75% que têm de recorrer a dadores não aparentados. A transplantação de medula óssea com dadores não aparentados aumentou grandemente a taxa de sobrevivência.

REQUISITOS PARA SER DADOR DE MEDULA ÓSSEA

Os laboratórios responsáveis pelo processo de análises para averiguar a futura compatibilidade entre dadores – tipagem – e estudo imunológico, são os centros de Histocompatibilidade do Sul, do Norte e do Centro, sendo que o do Sul é o organismo do Ministério da Saúde que articula os três centros (Lisboa, Porto e Coimbra), que no seu conjunto formam a Lusotransplante.

Se tem entre os 18 e 45 anos pode inscrever-se num dos 3 Centros de Histocompatibilidade do país. Não poderá ter historial clínico de coração, doença cancerosa ou sida.

Ser-lhe-á retirada uma amostra de sangue, para análise virulógica e de ADN, de forma a tipar o material genético. Simultaneamente terá de preencher um questionário com informação adicional. Esta informação vai para a base de dados e, caso surja um doente compatível, nacional ou estrangeiro, o dador é contactado.

PROCESSO DE DOAÇÃO DE MEDULA

Comprovada a compatibilidade genética do dador, existem duas formas de doação, ao critério do voluntário.

1º Inicialmente, o dador faz um tratamento com injecções subcutâneas de uma substância chamada factor de crescimento para aumentar a produção de células progenitoras de medula. Depois, num processo semelhante à doação de sangue, as células são colhidas por uma técnica chamada citaférese, na qual é possível colher as células a partir de veias periféricas no braço, num processo rápido e simples. Neste caso, o sangue retirado da veia do dador passa através de um aparelho que remove apenas as células necessárias para o transplante, devolvendo novamente as restantes células e plasma ao dador


2º É feita uma colheita das células a partir dos ossos pélvicos, com anestesia geral. Os dadores passam por uma pequena cirurgia de aproximadamente 90 minutos. É retirada uma pequena quantidade de medula (menos de 10%), através de uma punção na região pélvica posterior (bacia) para aspirar a medula (vulgarmente conhecida como tutano).


Dentro de poucas semanas, a medula óssea do dador estará inteiramente recuperada. Os riscos são praticamente inexistentes; os dadores costumam relatar um pouco de dor no local da punção.

Todos os actos médicos que envolvem a doação são cobertos pelo subsistema de saúde do doente, bem como viagens e outros custos.

Contactos:
Lisboa
CEDACE, Registo Português de Dadores de Medula Óssea
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA

Tel. 21 750 41 52
Fax. 21 750 41 76


Porto
Centro de Histocompatibilidade do Norte
R.Roberto Frias - Pavilhão Maria Fernanda
4200-467 Porto

Tel. 22 51 9102 ou 22 557 3470


Coimbra
Centro de Histocompatibilidade do Centro
Pcta Prof. Mota Pinto - Edf.São Jerónimo, 4º Apartado 9041
3001-301 Coimbra

Tel: 239480700/719


A doação pode salvar a vida de muitas crianças e adultos... Para alguns é uma vida de sofrimento esperar por uma medula, enquanto que para os dadores é apenas um mau estar após a doação, mas com uma enorme satisfação de poder salvar uma vida!

Espero que participes, te inscrevas em algum destes centros, pois nao sabemos se algum dia precisaremos tambem de ser ajudados.

Beijo grande!

sábado, 29 de março de 2008

AVISO IMPORTANTE

--- ♥♥♥ANABELA♥♥♥Conde♥♥♥ wrote:


Morreu Orlando. Brilhante advogado e pai da modelo Daniela Sarahyba, numa situação absolutamente igual ao que se vem repetindo, com freqüência dolorosa.
Ele tinha uma casa e uma lancha em Angra. Ao sair na lancha com amigos, num domingo, levou na geladeira da embarcação latas de cerveja e refrigerantes.
No dia seguinte, 2ª feira, estava internado numa UTI e morto na 4ª feira.
Ele era um atleta, adorava a vida, e a vivia com intensidade.
o exame cadavérico atestou leptospirosefulminante contraída na lata de cerveja que ele havia tomado, sem copo e sem canudo, no barco.
O exame das latas atestou que estavam infestadas de urina de ratos,consequentemente de leptóspiras.

MUITO CUIDADO !!!


AVISO AOS CONSUMIDORES DE BEBIDAS EM LATA:

Toda vez que comprar uma lata de refrigerante, tome cuidado de lavar a parte de cima com água corrente e sabão, se possível, use canudo.
Aqui em casa, é obrigatório lavar as latas com desinfetantes mesmo as que vão à geladeira.Uma amiga da família morreu depois de beber uma soda em lata.
Provavelmente ela não limpou a parte superior da lata antes de beber, e a lata estava suja com urina de rato seca, que contém substâncias tóxicas e letais, inclusive leptóspiras, causadoras da leptospirose.
Bebidas em lata e outros alimentos enlatados ficam guardados em armazéns que geralmente estão infestados de roedores , e posteriormente são transportados para as lojas de venda sem a devida limpeza.


Complementando:


Uma pesquisa do INMETRO confirmou que a tampa da latinha do refrigerante é mais poluída que um banheiro público.



Segundo essa pesquisa, a quantidade de vermes e bactérias era tão intensa que eles sugeriam que se lavasse a tampa da latinha com água e sabão' .

terça-feira, 11 de março de 2008

ANJOS DA GUARDA

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?

Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.

Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.

Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.

Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.

O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.

E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.

Ou para quem caminha só nas estradas do Mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.

Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.

Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.

É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.

É ele que nos sussurra aos ouvidos: “Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!”

Ou nos incentiva: “Vá em frente! Esforçe-se! Estou com você!”

É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.

Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor de Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.

Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.

Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.

Sua ação é sempre regulada, porque, se fôssemos simplesmente teleguiados por ele, não seríamos responsáveis pelos nossos atos.

Também não progrediríamos, se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.

O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem se confia a suas próprias forças.

E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.

Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.

Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.

E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.

Pense nisso!

Você pode ter se transviado no Mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.

Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.

Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.

Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.

Pense nisso!

quinta-feira, 6 de março de 2008

PARA MEDITAR

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa
bem
afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos
que
dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de
programação num
sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem
de férias,
coisa que há tempos que não sei o que são.

Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e
um sumo
de
laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?

Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha
atrás de mim:

- Senhor, não tem umas moedinhas?

- Não tenho, menino.

- Só uma moedinha para comprar um pão.

- Está bem, eu compro um.

Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.

Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as

piadas
malucas.

Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos
áureos.

- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.

Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.

- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito
ocupado, está
bem?

Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do
menino, e
o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.

O peso na consciência, impedem-me
de o dizer.

Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma
refeição
decente para ele.


Então sentou-se à minha frente e perguntou:

- Senhor o que está fazer?

- Estou a ler uns e-mail.

- O que são e-mail?

- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet
(sabia que
ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de

questionários desses):

- É como se fosse uma
carta, só que via Internet.

- Senhor você tem Internet?

- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.

- O que é Internet ?

- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas
coisas,
notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar,
trabalhar,
aprender. Tem de tudo no mundo virtual.

- E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que
ele pouco
vai entender e deixar-me-ia almoçar,
sem culpas.

- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar,
apanhar,
pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de
fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como
queríamos
que fosse.

- Que bom isso. Gostei!

- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?

- Sim, também vivo neste mundo virtual.

- Tens computador?! - Exclamo eu!!!

- Não, mas o meu mundo também é
vivido dessa maneira...Virtual.

A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a
vejo,
enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar
de fome e
eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais
velha sai todo
dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque
ela volta
sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas
imagino
sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos
brinquedos
de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.

Isto é virtual não é senhor???

Fechei o
portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas
caíssem
sobre o teclado.

Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato
dele,
paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos
e sinceros
sorrisos que já recebi na vida e com um

'Brigado senhor, você é muito simpático!'.

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo
insensato em que
vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de
verdade e
fazemos de conta que não
percebemos!

Agora, tem duas escolhas...

1. Enviar esta mensagem aos amigos e amigas ou

2. Apagá-la, fingindo que não foste tocado por ela!!!

Como podes ver, escolhi a nº1

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

ABORTO NÃO REALIZADO

A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura. Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens. A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...

Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de "resolver", a debilitaram ainda mais.

Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.

Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.

Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.

À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono. No sonho viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.

Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, de sorte que esqueceu a gravidez.

Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável "obrigado".

Era como se ainda visse seus lábios pronunciando palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.

Desistiu do aborto. Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...

Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve consternada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:

....agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.

E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:

- Obrigado!

Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo obrigado, doce e agradável de um sonho, há 23 anos...

.........................................

A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega-se a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e proteção.

Perde a oportunidade de dar à luz um espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afeto.

Se você mulher, está passando pela mesma situação de Laura, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe.

Permita-se sentir, daqui há alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver.

Conceda-se a alegria, de daqui há alguns anos ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer: obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse mundo negado a tantos filhos de Deus.

domingo, 20 de janeiro de 2008

AGENTES DA MENTIRA E DO MAL

Quantos de nós, escritores, poetas e jornalistas, depois que a NET se criou e desenvolveu-se, ao ponto de atingir cerca de vinte milhões de brasileiros, não foi vítima de acusações, injúrias, calúnias, difamações, fofocas e futricas, umas mais outras menos ofensivas que, quase sempre, visavam denegrir e arruinar a reputação de quem tem talento, cultura, inteligencia, sensibilidade e o dom para bem escrever.

Sim, quanto, chegaram, até mesmo, a pensar em desistir de escrever para as suas amigas e os seus amigos e, consequentemente, para a NET.

Em razão da existência de pessoas, homens e mulheres, cujos traços de maldade, de inveja e de despeito os levam a não aceitar nem conviver com o sucesso dos outros.

E, pior, os conduzem a acusar, indevidamente, sem provas, aqueles que escrevem, para ajudar tantos, de plágio, de cópia, de clonagem, etc.

Quando, em geram, são eles próprios os que se aproveitam dos escritos dos outros e fazem aquilo de que os acusam, abusiva e caluniosamente.

Não raro também, retiram os creditos de autoria, de muitos autores, colocando a sigla AD, autor desconhecido, para que assim o mérito do escritor seja suprimido com a ausencia de seu nome.

No meu caso fui vitima e ainda sou, de quando em vez, de "barraqueiras e barraqueiros de plantão", que tentam, sem nunca o conseguirem, apagarem ou diminuirem os meus méritos que foram adquiridos através de 40 anos de atividade como escritor, poeta e jornalista.

Assim, já tentaram de tudo incluso uma " Sra." que divulgou que eu sofria processos por plágio e quando instada e obrigada a citar quais, em que varas e em que cidades e estados calou-se.

Por saber que isso era mentiroso e não correspondia a verdade, pois em nenhum lugar tenho processo de qualquer espécie, contra mim, como réu.

Mas ela nunca confessou sua maldade e essa sua felonia através dos mesmos canais, grupos, etc., a que pertencia e por onde espalhou tais mentiras.

Outra, que se esconde atrás de um nick, pouco tempo atrás, sabendo que eu estava viajando me acusou de usar o papel de fundo em que ela escreveu um texto erótico esquecendo de forma deliberada que antes já tinhamos feito duetos e entrelaces com os papéis de fundo dela (!!!!).

Esqueceu-se (!!!!!) talvez, por não ter carater nem dignidade, que na verdade o que houve foi um mero esquecimento meu de colocar o seu nome, junto ao meu, providenciado no mesmo dia e repassado de forma correta para todos os de minha lista.

Claro está que ninguém seria tão burro de fazer um poema apenas inspirado em outro, sem sequer uma frase idêntica, usando o papel de fundo do texto que serviu para ele fazer o dueto.

Mas mesmo sabedora de tal fato para uma "barraqueira", que se esconde atrás de pseudônimo, tudo vale para aparecer e ser falada.

E, pasmem, ela mandou suas acusações injuriosas, na minha ausência, para mais de 12 grupos!

Infelizmente, ela precisava disso para ser notada!

Pois esta " Sra." nunca teve reconhecimento de nós, os verdadeiros poetas, pois só escreve pornografia barata e medíocre, sem nenhum valor literário.

Mas o que esse tipo de gente quer é ser falada seja como e pelo que for!

Mesmo que seja através dos ditos barracos.

Pois só assim elas aparecem e de quebra tentam danificar e lançar dúvidas sobre a reputação alheia.

São pessoas do mal e como tal não possuem amigos.

Os "amigos" de hoje, em um mês ou mais, serão os futuros inimigos!

Pois eles e elas não sabem o que é uma verdadeira amizade.

São os aproveitadores da fama alheia e correm para pegar carona no sucesso dos outros.

Assim acontece também com certos ditos " poetas" que participam de todas as cirandas, com escritos (???) de baixa qualidade, que fariam acordar do túmulo poetas como Clarice, Bandeira, Araujo Jorge, Drummond, etc.

E é com gente deste nível que está a NET esta cheia!

Felizmente conhecemos e sabemos bem os seus nomes.

Talvez por isso eu não participe de cirandas sejam elas de quem forem ou patrocinadas por quem quer que seja!

E reparem como os primeiros que aparecem nelas são sempre os mesmos!

É um "clube do bolinha e da luluzinha", em geral, para divulgar "os amigos e amigas de clube".

E só eles!

Pois alguém, realmente sério, acredita que vai ser lido um poema que aparece no final de uma ciranda com entre 30 a 80 participantes!

E isso, quase sempre, é feito com evidente má fé visando distinguir os que participam de certos grupos sem que o critério da qualidade e do conjunto da obra de cada autor seja levado em conta.

Assim, como não me move o desejo de ser famoso ou de aparecer por aparecer, passo longe de todas elas!

Mesmo sabendo que umas poucas são feitas de forma honesta e com lisura de propósitos!

Mas prefiro não abrIR mão de meu nome e de minha reputação que a cada dia cresce, devido a minha coerencia e as minhas ações e atitudes claras e bem definidas!

E sempre dignas e honradas!

Por isso não é a toa que tenho 11 livros publicados no exterior e cerca e, hoje, 2390 poemas e mensagens escritos e repassados através da NET.

Quantidade e qualidade que nenhum deles, os falsos poetas, sequer pode nem pensar em alcançar!

Não por mérito meu!

Mas porque Deus me concedeu o dom de poder ajudar, com os meus escritos, muitos que precisam de uma mão e de uma palavra amiga.

Assim, longe de me considerar o melhor ou alguém único, apenas busco ser, de forma humilde e sincera, um escritor, poeta e jornalista que é verdadeiro e sempre escreve o que sente e pensa.

Sem limites, nem censuras ou restrições de qualquer espécie.

Uma homem que não faz inimigos e que se os possue é de forma gratuita sem razões nem porques!

Cada dia mais ciente que a existência destas pessoas, que buscam derrubar a todos que possuem talento e que sabem escrever, significa esperar que, a qualquer momento, novas acusações e mentiras lhe sejam assacadas e dirigidas.

Outra realidade muito comum, no meu caso, que me faz rir, se mostra quando tomo conhecimento de mais um caso ou de uma amante a quem me é imputado ter uma relação.

Uma relação de e entre fantasmas pois não me envolvo amorosamente com ninguém da NET.

E, nem muito menos, tenho caso ou casos com quem quer seja.

E quando quiser ter, e é um meu direito, saberei escolher a pessoa certa!

Tais insinuações são provocadas em razão da reprodução real e viva do conto da Raposa e das Uvas onde determinadas mulheres quando não são, por mim, atendidas em suas pretensões, inventam fantasias amorosas sexuais com o meu nome e, é claro, com outros poetas, tambem.

Amores virtuais que não são nem nunca foram alimentados por mim!

Por saber que nada apenas virtual é real e sobrevive.

Mas todos nós sabemos que faz bem o ego de certas mulheres dizer para as amigas e para os amigos que estão tendo uma relação amorosa com o poeta Romanelli e com outros, tambem conhecidos, mesmo sabendo que não estão!

Quanto aos agentes do mal estes nunca descansam e certamente voltarão a atacar!

ROBERTO ROMANELLI MAIA

DECLARAR AMOR

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

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É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Carta aberta de um Pai ao 1º Ministro

Sua excelência senhor Primeiro-ministro, quem lhe fala é um pai, um pai normal que trabalha e paga impostos um pai que se revolta com a absurdidade cada vez maior desta terra.

Vossa excelência desconhece a existência deste pobre habitante de um país infeliz que o tem a vossa excelência como o primeiro dos Ministros, sou um, entre os milhares de pobres diabos, que vivem do trabalhito, que pagam impostos, que descontam por tudo e por nada, que aceitam, mal ou bem as barbaridades que lhes são impostas e que pagam com o seu trabalho os lautos ordenaditos que entre os demais, vossa excelência aufere.

Fiquei exultante, quando o vi anunciar incentivos à natalidade, comecei a acreditar que vossa excelência, teria finalmente idealizado algo que iria beneficiar quem paga toda esta estúrdia, erro crasso, depois de ouvir o seu discurso fiquei a perceber que era mais um fogacho, mais uma medida feita à medida do paiszeco miserável que somos, mais uma inenarrável estultice.

Então propõe vossa excelência mais uns tostões pelo segundo filho, e junta mais uns tostõezitos pelo terceiro, adorei confesso foram de novo os incentivos às famílias numerosas, da Torre da Marinha aos
acampamentos de barraqueiros nómadas aquilo é que foi festejar.

Sim, porque senhor ministro, com algumas raras excepções só existem famílias numerosas nas desocupadas das revistas cor-de-rosa, do bairro fino em que o marido é assessor de um qualquer ministro e ganha 5 ou 6 mil euros por mês, ou nos bairros da rataria onde os vários subsídios por cabeça fazem com que facilmente embolsem mil ou 2 mil euros por mês, quanto a todos os outros, nós os que trabalhamos, e descontamos e pagamos impostos, ainda temos de pagar creches, infantários, amas, livros, escolas, pediatras, fraldas medicamentos e tudo o resto, para esses vossa excelência não ofereceu nada, alias, ofereceu sim, com esta sua medida vamos ainda pagar mais para alimentar essa escumalha toda.

Permita-me, vossa excelência, que lhe dê umas dicas, caso algum dia vossa excelência queira realmente fazer algo para incentivar a natalidade, eis algumas coisitas insignificantes que realmente podem contribuir para a tal natalidade.

Vossa excelência pode começar por dotar o país de uma rede de creches e infantários públicos com qualidade e horários flexíveis, que permitam a nós os imbecis que lhe pagam o seu ordenado, poder trabalhar descansado sabendo que os nossos filhos estão em segurança, olhe terá visto esta prática quando visitou a Finlândia, eles por lá tem essa mania da protecção social, os tansos.

Poderá vossa excelência, criar legislação que promova uma licença de parto verdadeira, não esta coisa aberrante que temos por cá, no mínimo um ano de licença integralmente paga, não esta palhaçada de 4 meses ou 5 a 80%, poderá criar ainda mecanismos de fiscalização sérios, que façam cumprir a legislação, já que por cá a flexisegurança já chegou há muitos anos.

Em querendo de verdade incentivar a natalidade, vossa excelência poderá também, mudar a política de manuais escolares, não sei se viu lá na Finlândia os manuais escolares pertencem à escola e só mudam de 5 em 5 anos depois de estarem gastos, os mesmos livros servem de aluno para aluno sendo substituídos e pagos pelos pais se o aluno o danificar por algum motivo, os livros ficam na escola, quando acabam as aulas os alunos vão mais leves, previne-se assim as lordoses e as escolioses a que as nossas crianças estão sujeitas tal é o peso da livraria que têm de carregar às costas, como vê senhor primeiro-ministro o modelo finlandês é giro, pena que no que tem de bom o senhor não pega e traz para cá.

Em estando realmente interessado em promover a natalidade, vossa excelência poderá até cometer a loucura de voltar a abrir escolas, a dar condições para revitalizar o interior a construir um país a sério que realmente funcione, estando realmente interessado em promover a natalidade, vossa excelência promoverá condições para impedir os milhares de compatriotas que saem para a emigração à procura de dignidade para a sua vida, coisa que no país deles não conseguem.

Senhor Primeiro-ministro, com o alarde que vossa excelência propagandeou esse tal incentivo à natalidade, realmente cheguei a pensar que vossa excelência finalmente teria enveredado pelo firme desígnio de realmente governar para quem produz, para quem faz mover as engrenagens desta terra, mas não, mais uma vez, a montanha pariu um rateco, enfezado e raquítico, mais uma vez se beneficia o rebotalho e os inúteis, deixando de fora e castigando quem realmente sustenta toda esta cloaca, em que está transformado este país.


Um abraço deste vosso amigo
Barão da Tróia

domingo, 13 de janeiro de 2008

PREVISÕES PARA 2008

Manoel de Oliveira grava sequela de Aniki Bóbó utilizando apenas câmaras de vídeo vigilância da zona da Ribeira no Porto.

Nossa Sr.ª faz aparição em poste de muito alta tensão.

Sócrates nomeia Armando Vara para presidente do Benfica.

Francisco Louçã usa uma gravata durante uma sessão da AR.

Sempre inspirado por Sarkozy, mas à sua escala, Luis Filipe Menezes começa a namorar com Mafalda Veiga.

Carlos Cruz é nomeado director de programas da RTP.

BCP lança campanha de "spread 0" para militantes do PS, com as quotas em dia.

Joe Berardo inscreve-se em curso de terapia da fala e já consegue cantar as canções mais complicadas de Sérgio Godinho.

ASAE lança franchising de restaurantes de fast-food .

Vanessa Fernandes será a nova namorada de Cristiano Ronaldo.

Galp descobre petróleo debaixo do capachinho de Fernando Gomes.

Julgamento Casa Pia é anulado porque as vitimas, que entretanto envelheceram e sofrem de alzheimer , não conseguem depor a mesma história que descreveram no início do processo.

Mourinho é vencedor da Liga do Jornal Record.

Pedro Santana Lopes assume paternidade de Ribau Esteves.

Selecção Nacional de Rugby ganha finalmente um jogo.

Marques Mendes só é visto no último trimestre de 2008 numa câmara de vigilância da Zara Kids.

Tratado de Lisboa fica sem efeito pois Sócrates rubricou "Sócrates O Magnifico" em todas as páginas.

Scolari consegue feito inédito ao ser campeão da Europa só com empates.

Isaltino Morais é o primeiro presidente de câmara a usar pulseira electrónica.

Ministro da saúde Correia de Campos encerra-se no seu próprio gabinete e engole a chave.

Governo escolhe a barragem do Alqueva para localização do novo Aeroporto de Lisboa. A grande obra de engenharia obriga à drenagem e terraplanagem da barragem. Só o orçamento da obra demorará 2 anos a ser feito.


Um Bom Ano para todos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca

Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.

Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.

Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.

Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.

Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.

Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.

Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.

Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.

Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.

Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.

Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.

Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.

Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.

Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.

Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.

Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.

Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.

Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar...

As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.

O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.

Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.

Eu sou a caridade!

* * *

A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.

Esta é uma história real


Esta é uma história real.
Diz respeito a uma menina que bem poderia ser a desta imagem.
No tempo onde não havia ainda tratamento conhecido para poliomielite, esta garotinha foi assistida por um médico que acreditou poder faze-la andar novamente.
Ela era colocada em pé, assim mesmo na areia da praia, e lhe era solicitado que andasse até o mar. Ela tentava...e caia.
- Eu não consigo andar - dizia ela aos prantos.
Era então erguida nos braços desse médico que a levava até o mar. Colocava a menina na água e pedia para que movimentasse as pernas. Ela tentava...mas a força das ondas eram maiores do que a de seus músculos atrofiados pela doença.
- Eu não consigo nadar - respondia soluçando.
Foi ai então que este jovem médico teve uma idéia.
Colocou-a na areia, e foi cobrindo suas pernas com areia molhada.
Disse então mostrando um pequeno pote de plástico:
-Vou escrever tudo o que você não consegue neste papel. E vamos colocar dentro deste pote de plástico. Fechar e enterrar. Diz para mim criança tudo o que você não consegue.
E a menina foi dizendo...
EU NÃO CONSIGO...isto e também aquilo...
Ele escreveu todos os "eu não consigo", colocou dentro do pote, fechou e entregou para a menina dizendo:
-Agora, você vai enterrar todos os "eu não consigo". Para fazer isso deve sair debaixo dessa areia molhada que está prendendo tuas pernas. Se o fizer, irá enterrar nessa areia todos os NÃOS...e como mágica irá conseguir os SIM...eu consigo, e vou andar.
Superando o NÃO, esta menina conseguiu se livrar da areia que parcialmente lhe enterrava. E com muita alegria enterrou o pote dos "Eu Não Consigo".
E foi assim que, toda a vez que ela tentava andar e caia, ao dizer "eu não consigo", esse médico dizia para ela:
-Ah, isso não é mais possivel você argumentar. Já está enterrado, lembra?
E ela voltou a andar.
Hoje "eu consigo" contar para você esta história. Nomino o médico, um Ser de Luz, cujo nome é Sebastião Russo.
E consigo também pedir à você que enterre todos os "eu não consigo", pois consegue tudo o que realmente quiser, se lembrar que somos Seres de Luz, co-criadores de nossa própria realidade.
Se eu consegui voltar a andar...você consegue também.

Walkyria Garcia
03/01/2008