quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca

Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o sol.

Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.

Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho do próprio crescimento.

Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.

Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.

Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.

Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação.

Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas.

Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.

Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a paisagem fúnebre.

Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e os jardins.

Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes.

Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.

Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, preparando-a para os renascimentos felizes.

Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.

Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.

Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.

Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar...

As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.

O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.

Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem e embriagai-vos de felicidade.

Eu sou a caridade!

* * *

A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.

2 comentários:

angela disse...

Un relato muy lindo...

Un placer leerte..

besos

flaviatatiane disse...

iludido , enganado , por um bocado de novas sensações, ingenuidade ou arrogância?
quanto vale o clarão atormentado , se sufocado só assim posso ver,
caído por uma centelha sem paz , sobre um cais de um morrão , esvaindo
tudo por um reino ou por um queijo ,ou simplesmente por um beijo .
calado latindo desconsolado sem ter do verdadeiro curandeiro o paradeiro do amor isolado.
violado da essência ,com a clareza ofuscada pelo brilho de tolo ,pelo ouro que não eras de ser,
havia de ter sido, em um passado esquecido ,que outrora ficou pra trás ,estou aprisionado por um raio dourado.
faminto estou pelo que cedo ainda, deixei para trás , e muito sem asis e também com gemidos ,
o galo cantou o mundo se calou ,uma nova estrela brilhou a esperança ressurgiu no que ainda é noite,
mas logo se foi ,um rei destronado aqui ficou, brilhante mas sem valor , presente mas enganador,
foi sacudido no lombo do tempo, foi esculpido, um espelho inverso, do que é o retrocesso, no caminho que volta para o fim ,que longe do fim, apenas recomeça o que não havia de ter começado, um cão sem dono , um sorvete assado , vivo assim bebendo do veneno que logo cedo dão para mim, a manhã chega e o clarão já não me deixa mais dormir.
e foi sempre assim, desde quando aqui nasci ,para morrer cedo e ainda ser feliz ,
mas a luz verdadeira ainda clareia na minha guia ,mesmo que ainda seja noite ,na visão desse dia , nunca me deixou aqui só , e ora meu tormento, eu mesmo quis pra mim, me sare com você , oh luz da verdade , me leve para ti ,não me deixe mais aqui, me leve para sua estrela , onde eu possa tela sem me queimar , me salva da cegueira, que pelo fogo consome a luz, que clareia, mas já não me seduz.
aonde esta você agora quem me conduz , não tarde, mas a seu tempo , porque o meu não e o teu ,
estou me preparando para o novo reinado ,posto que consome a dor ,
sol da justiça és meu verdadeiro amor.