segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PARA MUDAR O MUNDO















Na manhã que apenas se espreguiçava, a manchete estampada na primeira página do jornal, chamava a atenção: Maldade registrada.

Em outro jornal, a notícia, em letras garrafais, era a respeito da infelicidade de uma família, cujo filho adolescente fora vítima de uma dita "bala perdida".

Isso, no Dia das Mães, enquanto a família se preparava para o almoço, e o jovem se dirigia à farmácia para comprar medicamento para o pai.

Desgraças. Violência.

Olhamos o Mundo e, por vezes, nos sentimos inseguros, amedrontados.

Parece que a honra se despediu da Humanidade, a decência se escondeu em algum recanto secreto e os maus tomam conta do Mundo.

Parece. Só parece. Tudo isso acontece, em verdade, porque, embora estejamos no Terceiro Milénio, no século XXI, ainda o homem se compara com as coisas ruins.

Senão vejamos: por que estampamos na primeira página do jornal o criminoso cruel, desumano, com a descrição do seu crime hediondo?

Por que tanto espaço para a atrocidade que ele cometeu, que é descrita em detalhes?

Por que a visita de um cientista que se dedica, há anos, à pesquisa em laboratório, para a descoberta de uma vacina, recebe uma nota pequena, numa página interna?

Por que estampamos na primeira página a corrupção, enquanto um ato de heroísmo é noticiado sem destaque algum?

Por que valorizamos o mal, a maldade, em detrimento do que é bom, belo e deve ser imitado?

Por que não usamos a primeira página do jornal para noticiar a conquista de uma medalha por um atleta?

Ou para anunciar o espectáculo de ballet que uma escola apresentará?

Ou, ainda, um espectáculo, cuja renda beneficiará a portadores de determinada enfermidade?

Por que premiamos os que fazem o mal e não apontamos os que realizam o bem?

Quem já viu estampada manchete sobre entidade beneficente que abriga pessoas portadoras de necessidades especiais?

Por que não se mostra a dedicação de fisioterapeutas, de fonoaudiólogos trabalhando com paralisados cerebrais?

Os que trabalham com idosos, os portadores de Alzheimer?

Por que não se relata o trabalho dos médicos sem fronteiras, em manchete? Dos benefícios que propiciam, das batalhas vitoriosas contra a morte, das vidas que modificam?

Por que não se mostra a abnegação de mães valorosas que abraçam, todos os dias, seus filhos totalmente dependentes de seus cuidados?

O carinho de filhos adultos por pais idosos e dependentes?

Por que não se colocam, em amplo destaque, as entidades que protegem cães e gatos abandonados pelas ruas?

Por que não se anuncia, com grandes fotos coloridas, a inauguração de uma nova creche, de um jardim, de um parque?

Por que não se fala do bom trabalho de um hospital, de uma escola?

Quase sempre essas instituições aparecem, quando algo suspeito ou equivocado por lá acontece.

Será que anos e anos de dedicação, de serviço ao povo não valem nada?

* * *

Pensemos nisso e comecemos a exigir dos que movimentam a imprensa, a inserção de coisas positivas.

Digamos, não aderindo à onda de violência e maldade que deseja tomar conta da Terra, que desejamos ver, ouvir e sentir coisas boas.

Por isso, invistamos nas boas revistas, nos bons periódicos, nos programas de valor.

Ajudemos a sustentar um bom programa de rádio, de televisão.

E, se somos dos que escrevem, ilustram, criam, evidenciemos em nossas letras, gravuras e criações, com muito destaque, o que é bom, belo e proveitoso.

Guardemos a certeza que, desta forma, estaremos investindo no mundo melhor que todos desejamos para nós e para nossos filhos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

NÓS ?COMPLICADAS ?



















Se nós nos insinuamos, somos atiradiças;
Se ficamos na nossa, estamos dando uma de difíceis;
Se aceitarmos um envolvimento no relacionamento, somos mulheres fáceis;
Se não quisermos ainda, estamos nos fazendo difíceis;
Se pomos limitações no namoro, somos autoritárias;
Se concordamos com o que o namorado diz, somos sem opinião;
Se batalhamos por estudos e profissões, somos umas ambiciosas;
Se não estamos nem aí para isso, somos dondocas;
Se adorarmos falar em política e economia, somos feministas;
Se não ligarmos nesses assuntos, somos desinformadas;
Se corremos para matar uma barata, não somos femininas;
Se corremos de uma barata, somos medrosas;
Se ganhamos menos que o homem, é para sermos sustentadas;
Se ganhamos mais que o homem, é para jogar na cara deles;
Se adoramos roupas e cosméticos, somos narcisistas;
Se não gostamos, somos desleixadas;
Se saímos mais cedo do trabalho, somos folgadas;
Se fazemos horas extras, somos gananciosas;
Se nos chateamos com alguma atitude deles, somos mulheres mimadas;
Se aceitamos tudo o que ele faz, somos submissas;
Se queremos ter 4 filhos, somos loucas inconsequentes;
Se só queremos ter 1, somos egoísta que não temos senso maternal;
Se gostamos de rock, somos umas doidas;
Se gostamos de música romântica, somos piegas
Se gostamos de música electrónica, somos malucas;
Se usamos saias curtas, somos vulgares;
Se usamos saias compridas, somos crentes;
Se somos brancas, eles dizem para pormos uma corzinha;
Se estamos bem bronzeadas, eles dizem que preferem as mais branquinhas;
Se fazemos cenas de ciúmes, somos umas neuróticas;
Se não fazemos, não sabemos defender nosso amor;
Se falamos mais alto que eles, somos umas descontroladas;
Se falamos mais baixo, somos submissas.

E depois vêem dizer que as mulheres são complicadas...

Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas.