sexta-feira, 11 de setembro de 2009

VALORIZANDO SENTIMENTOS














Sua empresa era um sucesso. Criou muitos empregos, seus empregados eram felizes e ele tinha uma vida boa.

Contudo, aos 45 anos, dois filhos, trabalhando 24 horas por dia, 6 dias por semana, estava esgotado.

Ele amava sua família e queria estar mais com ela. Decidiu tornar sua empresa uma companhia pública e usar o dinheiro para aumentar a equipe administrativa e a infra-estrutura.

Assim, poderia ficar mais tempo com a família, enquanto outros executivos conduzissem os negócios.

Contratou um analista financeiro para avaliar a empresa e orientá-lo para alcançar o preço máximo da proposta.

O que o analista disse o surpreendeu. Para levantar o preço de venda da empresa, era necessário elevar os lucros e reduzir os gastos.

Solução: despedir 13 do pessoal. A equipe de gerência.

Depois da venda, a nova equipe se encarregaria das questões do pessoal. Enquanto isso, Harvey tomaria as decisões administrativas.

Ele começou a pensar nas vidas das pessoas que arruinaria. "era cruel," dizia para si mesmo, "largar tantos gerentes de nível médio, para poder receber alguns milhões de dólares a mais!"

Precisava de tempo para pensar. Mas logo a notícia de que a empresa estava abrindo o capital e que haveria dispensa de pessoal, se espalhou.

Empregados começaram a fazer perguntas. Telefonemas aumentaram. A decisão se fazia de urgência.

Então, a equipe de gerentes, que não sabia que eram os seus empregos que corriam risco, o procurou.

Supunham que ele despediria funcionários de degraus mais baixos. Desta forma, estavam dispostos a reduzir em 10% o seu pagamento, para que aqueles homens não perdessem o emprego.

Harvey ficou atónito. Os que ele teria que dispensar eram exactamente os que ofertavam parte de seus salários com o intuito de salvar o emprego de outros.

Foi para casa. Precisava decidir rápido. Para desanuviar a cabeça, foi brincar com seu filho de 7 anos.

Num jogo onde disputavam balas de chocolate, quando a vitória do garoto era certa, ele simplesmente ofertou metade das suas balas ao pai, para poder continuar a ter o prazer de brincar.

O gesto e o intuito atingiram o coração de Harvey. No dia seguinte, ele anunciou seus planos de emitir acções, abrindo o capital da empresa.

Chamou toda sua equipe administrativa e lhe ofereceu um aumento de 5% se eles trabalhassem mais durante a transição.

A empresa superou todas as expectativas e alcançou extraordinário preço.

Hoje, Harvey conduz sua companhia de muitos milhões, com tranquilidade, junto à família.

Ele confia na lealdade de sua equipe de gerentes que trabalha de forma esplêndida.

"Para vencer nos negócios," diz ele, "você pode agir como se estivesse numa corrida de ratos. Mas, é muito melhor apostar numa corrida de seres humanos. Vencer essa corrida é muito mais importante para mim."

***

Na administração de qualquer negócio, não devemos esquecer que a riqueza e o poder de decisão sobre outras vidas, são talentos dados pela divindade.

E todo talento deve merecer a correcta aplicação. Quando o egoísmo não comanda as acções, os benefícios se multiplicam.

Em toda decisão que envolva outras vidas, outros seres humanos, não se pode esquecer que os valores amoedados são perecíveis.

A lealdade, o companheirismo e o amor são valores imperecíveis. E imensuráveis.

6 comentários:

Késia Maximiano disse...

com certeza q são!
beijo grande

rosa dourada/ondina azul disse...

Bela Lição de Vida !

Beijo com carinho,

Mar disse...

É assim que se valorizam sentimentos!
Adorei passar por aqui.

beijinhos

PS:Obrigada pela passagem pelo "Encontros"

Carla disse...

valores importantes nesta bela lição de vida
beijo

L.S. Alves disse...

Gostei do texto. É bom pra lembrar que dinheiro não é tudo.
Um abraço.

direitinho disse...

Já conhecia esta história com nomes um pouco diferentes.
Só quero acrescentar que existe um ditado assim:
«o que semeares hoje colherás amanhã»
Quantos gestores seriam necessários no nosso país para combater o desemprego...?
Quantos para amarem a familia e os valores humanos com respeito e dignidade...?
Quantos para dividirem os lucros pelos trabalhadores e desistirem de gastos em carros de luxo, férias, passeios e vidas fautosas ?