quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO



















Que neste novo ano Deus nos ensine a Paz,
E que estejamos todos prontos para ouvir,
Que os nossos erros não sejam o nosso fardo,
Mas a experiência para decisões melhores,
Que neste novo ano a religião não seja razão para o ódio,
E que os inocentes sejam sagrados,
Que as diferenças não justifiquem problemas,
Mas que mostrem soluções diferentes,
Que todas as crianças possam brincar,
E que elas tenham brinquedos verdadeiros,
Que seus pais não justifiquem discórdia hoje,
Mas que falem dos sonhos de um futuro feliz,
Que o novo ano nos tragas boas palavras,
E que as palavras sejam ouvidas,
Que o poder não derrube paredes sobre as pessoas,
Mas que destrua barreiras entre elas,
Que neste ano as nações sejam unidas,
E que a união tenha significado e seja respeitada,
Que os governantes não se esqueçam que a história não eterniza a vida, frágil e passageira,
Mas apenas pensamentos e acções,
Que nesse ano a natureza seja mãe,
E que, como filhos, tenhamos por eles o amor e os cuidados devidos,
Que as acções pelo Planeta não sejam assinadas apenas pelas nações que compreendem os problemas,
Mas também por aquelas que os causam.
Um Feliz Ano Novo cheio de Esperanças
Bjs com carinho da Naty e Familia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL













Amar é querer estar juntos, e se separados, unidos pelo pensamento, pelos objetivos, pelos mesmos desejos. Que neste natal possamos desfrutar juntos da alegria e das festas! Que o próximo ano seja para nós uma constante troca de ternura e realização de nossos sonhos e desejos. Feliz Natal e um 2011 cheio de realizações pra todos nós. E para todos vós que nos teem acompanhado ao longo deste ano com muito carinho vos desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
BJS com carinho

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

LUZ EM NOSSAS MÃOS


















A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.
A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do trabalho e do conforto doméstico.
A ciência garante a higiene.
O automóvel propicia ganho de tempo e encurtamento de distâncias.
A Imprensa, a Internet, o Radio e a Televisão interligam milhares de criaturas, num só instante, na mesma faixa de pensamento.
A escola abrilhanta o cérebro.
A técnica orienta a indústria.
Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.
O comércio consegue atender o consumo com eficiência.
Entretanto, será impecável nossa civilização?
Caminhamos para a plenitude da realização do ser humano?
A resposta não dispensa uma análise das palavras do cristo, roteiro seguro da humanidade em marcha para o pai.
Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: "O reino de Deus não vem com aparências exteriores."
A assertiva do amigo divino evidencia que o real nível evolutivo da coletividade não se mede por conquistas materiais.
A cultura pode resplandecer em fulgores e o progresso material atingir as maiores culminâncias, mas os homens podem permanecer infelizes e doentes.
Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, indaga a seus Orientadores espirituais quais os indícios pelos quais se pode reconhecer uma civilização completa.
Os Espíritos afirmam que a pedra de toque de uma civilização avançada é o desenvolvimento moral.
Assentam que o homem se equivoca ao se dizer evoluído só porque obtém invenções engenhosas e se veste melhor do que os selvagens.
A humanidade apenas será de fato civilizada quando houver banido os vícios que a infelicitam, e os seus integrantes viverem como irmãos, praticando a caridade.
Uma análise detida da realidade atual revela o quanto nossa sociedade se encontra longe dessa descrição.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A MAGIA DO AMOR



















Um executivo foi a uma palestra e ouviu um grande tribuno falar sobre o maior bem da vida que é a paz interior. Podemos tê-la em qualquer lugar, sozinhos ou acompanhados.

Pois o executivo resolveu fazer uma experiência. Pegou cinco belas flores e saiu com elas pela rua, em plena cidade de Lisboa Logo notou que as cabeças se viravam e os sorrisos se abriam para ele.

Chegou ao estacionamento e a funcionária da caixa elogiou o seu pequeno buquê. Ela quase caiu da cadeira quando ele lhe disse que podia escolher uma flor.

Segundos depois ele se aproximou de outra mulher, que não assistira à cena anterior, e ela falou do perfume que ele trazia ao ambiente. Ele lhe ofereceu uma flor.

Espantada e feliz com o inesperado, saiu dali quase a flutuar. Afinal, quem distribui flores perfumadas numa garagem pública quase deserta, num domingo, perto das 22 horas?

Completamente embriagado pela magia daqueles momentos, ele entrou num restaurante. Uma empregada com ar de preocupação foi atendê-lo. Ele percebeu que as flores mexeram com ela.

Como se sentia com poderes especiais para fazer os outros felizes, depois das duas experiências anteriores, ele deu a ela uma flor e um botão por abrir e lhe disse que cuidasse bem dele, pois, ao desabrochar, lhe traria uma mensagem de amor.

Dias depois ele voltou ao restaurante. A garçonete sorriu para ele com ar de quem tinha encontrado a fórmula da felicidade e falou: "a flor abriu. A mensagem era linda. Muito obrigada."

O executivo sorriu também. Sentia-se um mágico: com flores, amor no coração e uma mensagem positiva, inventada ao sabor do momento, produzia alegria. Tão simples que até parecia irreal.

Na manhã seguinte, ele precisava abrir um portão para passar com o carro. Surgida nem se sabe de onde, uma sorridente mulher desconhecida que passava correndo o abriu e fechou para ele, espontaneamente.

Ele compreendeu que havia uma harmonia universal ao seu dispor. Bastava que a buscasse. E recomenda: "tente você também, desinteressadamente. Dá certo e a recompensa é doce!"


Se você é daquelas pessoas que vive correndo, com pressa, pense um momento:"por que a pressa? Vai salvar o mundo? Salve este momento vivendo-o com amor ao próximo e a si mesmo. Seja mensageiro da luz, distribuindo flores em vez de espinhos."

Pense em algo diferente, surpreendente que você possa fazer para melhorar o ambiente do seu lar, do seu local de trabalho.

Já pensou em colocar a sua mesa mais perto da janela, para ser beijado pelo sol, enquanto você trabalha? Isto é amor a você mesmo.

Já pensou em levar flores para sua casa e as colocar na sala, perfumando o ambiente, alegrando a todos? Isto é amor ao próximo.

Um e outro nos dão felicidade. A felicidade desde agora, não mais tarde, amanhã ou depois da morte. A felicidade de nos sentir e fazer os outros felizes

domingo, 17 de outubro de 2010

QUANDO OS FILHOS CRESCEM



















Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
É paradoxal. Quando nascem, pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.
Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais, nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família.
Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico.
É o momento em que os pais se perguntam: Onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os herois invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.
Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem, eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje, são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.
A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
Ontem, estavam no banco de trás do automóvel; hoje, estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.
É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.

Tempos que não retornam, a não ser na figura dos netos, que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.
Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos Espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.
Não economizemos abraços, carícias, atenções, porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.
A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.
No dia a dia com os pais, os filhos aprendem que o ser humano, seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.
Em essência, as crianças aprendem o que vivem.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

UM SENTIMENTO SUPERIOR...
















O amor é a celeste atração das almas.
É o olhar de Deus sobre as criaturas e sobre os mundos.
Não se pode confundir, porém, com tal nome a ardente paixão que atiça os desejos carnais.
Esta não passa de uma imagem, de uma grosseira falsificação do amor.
O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração.
É o coroamento de todas as virtudes humanas da doçura, da caridade e da bondade.
É a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria até as alturas divinas, unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade verdadeira.
Amar é sentir-se viver em todos e por todos.
É consagrar-se ao sacrifício, até à morte, em benefício de uma causa nobre ou de um ser.
Se quisermos saber o que é amar, devemos lembrar dos grandes vultos da Humanidade e, acima de todos eles, do Cristo, para quem o amor resumia toda a lei de Deus.
Além disso, não disse Ele: Amai os vossos inimigos?
Por essas palavras, Jesus não pretendeu exigir-nos uma afeição que nos fosse impossível.
Sua orientação pretendia, sim, sugerir-nos a ausência do ódio, de todo o desejo de vingança.
Almejava o Cristo que nos dispuséssemos sinceramente a ajudar nos momentos necessários mesmo aqueles que nos prejudicam e ferem, oferecendo-lhes todo o auxílio que nos seja possível.
Não se pode progredir isoladamente.
Por isso, é preciso conviver com as pessoas, vendo-as como presenças necessárias à nossa evolução.
Deixemos que nossos corações se abram.
Precisamos urgentemente desenvolver a capacidade de amar e de permitir que sejamos amados.
Nossa simpatia deve atingir a todos os que nos rodeiam.
Principal atenção deveremos dar aos nossos pais.
Eles que nos mantiveram durante nossa infância, nos acalentaram e nos aqueceram.
Velaram com ansiedade nossos primeiros passos e as nossas primeiras dores.
O amor, profundo como o mar, infinito como o céu, abraça todas as criaturas.
Deus é o seu foco.
Assim como o sol se projeta, sem exclusões, sobre todas as coisas e reaquece a natureza inteira, também assim o amor vivifica todas as almas.
Seus raios, penetrando através das trevas do nosso egoísmo, iluminam com trêmulos clarões os recônditos de cada coração humano.
Todos os seres foram criados para amar.
As partículas da sua moral, os gérmens do bem que em si repousam, fecundados pelo Foco Supremo, irão se expandir um dia.
Aí, então, florescerão até que todos sejam reunidos em uma única comunhão do amor, em uma só fraternidade universal.
Não importa quem sejamos hoje.
Importa apenas que estejamos dispostos a influenciar um ao outro, no sentido do bem.
Filhos de Deus, somos todos membros da grande família dos Espíritos.
Temos marcados em nossas frontes o sinal da imortalidade.
Somos todos irmãos e estamos destinados a nos conhecer e nos unir em harmonia, longe das paixões e das grandezas ilusórias da Terra.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PETIÇAO

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição online: «Pelos doentes com tumores ósseos»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2940

Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.

Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado,
Maria da Natividade Andrade

sábado, 18 de setembro de 2010

Não Vá à Casa Espírita















Certo dia aproximei-me daquela casa espírita, cheio de receio por tudo o que me diziam a respeito dos espíritas. Mas a curiosidade era tanta que quando dei por conta já estava entrando e não foi possível mudar de ideia. Minha mente advertia: "Tenha cuidado! Tenha cuidado!". Afinal de contas, estava ignorando o conselho de um colega que dizia: "Não vá à casa espírita! Você vai ficar horrorizado com o que fazem lá".

Mas agora já era tarde. Uma senhora, com estranha bondade, convidou-me a entrar. Atento a tudo e a todos sentei-me na última fileira. Pensei comigo: "aqui está bom, estou mais perto da porta".

Logo comecei a prestar a atenção na palestra, pois a plateia estava atenta ao que dizia um senhor de meia-idade. Ele falava sobre coisas que eu não podia entender, ou talvez não queria, pois tinha receio.

Aos poucos fui me sentindo à vontade. "Que estranho!" - pensei. Há muito tempo que não me sentia tão bem. Parecia que aquele pesado fardo que eu estava carregando tinha ficado mais leve. As palavras, aos poucos, foram me envolvendo e então percebi que aquele senhor falava de perdão, de caridade, de fazer bem ao próximo, da reforma íntima para ser feliz. Falou até de Jesus!

Após a palestra, fui convidado a ir a uma outra sala. Vi uma senhora se aproximar de mim, impondo suas mãos sobre minha cabeça, parecendo estar em oração. Atento a tudo e a todos, por via das dúvidas também resolvi fazer uma prece, já que não fazia uma desde há muito tempo.

Quando ia para casa, pensando no que tinha me acontecido e como estava me sentindo melhor, tive vontade de retornar outro dia.

Era uma tarde de sábado. Novamente eu me aproximava daquela casa. Para meu espanto, crianças e jovenzinhos também estavam chegando. "O que será que fazem aqui estas criaturinhas? Será que elas não têm medo?" -intimamente me indagava. Assim que entrei perguntei àquela senhora, minha conhecida do outro dia, o que faziam lá aquelas crianças. Bondosamente me explicou que estavam ali para as aulas de Evangelização Infantil e para o encontro dos grupos de jovens. Eles também estudavam a Doutrina Espírita e os ensinamentos de Jesus.

E assim, aos poucos fui conhecendo e me envolvendo com as actividades daquela casa. Hoje, quando me perguntam sobre essa escola de almas que frequento, eu brinco: "Não vá à casa espírita! Pois você vai ficar impressionado com tantas coisas boas que acontecem lá".

Essa é a história de um personagem fictício que já foi vivido por muitos que, mesmo diante dos preconceitos, da ignorância e da desinformação que ainda há em relação à Doutrina Espírita, se dispuseram a conhecê-la. E a despeito de tudo, surpreendem-se com uma realidade muito diferente daquela apregoada pelos que, mesmo desconhecendo, emitem pareceres sobre algo que não se dispõem a

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CASAMENTO



















O que você pensa a respeito do casamento?
As respostas para esta pergunta são as mais variadas.
Uns dizem que o casamento é uma instituição falida. Outros afirmam que é coisa do passado, que o moderno é viver o sexo livre, sem maiores compromissos.
Vejamos o que os Espíritos responderam à questão proposta por Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos:
"Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição do casamento?"
"Seria uma regressão à vida dos animais. O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros actos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão exemplo de uniões constantes."
Podemos perceber, com essa resposta, que o casamento é uma excelente escola de aprendizado para o casal e para os filhos que chegam através da sua união.
Todavia, o que ocorre é que poucas pessoas se preparam convenientemente, antes do consórcio matrimonial.
A ausência desse cuidado, quase sempre ocasiona desastre imediato de consequências lamentáveis.
Tentados por paixões de variada ordem, que se estendem desde o apelo sexual até os jogos dos interesses financeiros, deixam-se levar e caem nas armadilhas da própria irresponsabilidade.
Podemos perceber que o problema não está no casamento em si, mas na condução que nós damos a ele.
Considerando que o lar é a célula básica da sociedade, a característica de cada sociedade será a resultante das características gerais das famílias que nela vivem.
Assim, se os pilares que deveriam sustentar cada lar, desmoronam, a sociedade inteira se ressente com as consequências. E se não há harmonia no lar, que é o embrião da sociedade, não haverá sociedade harmonizada.
Ademais, sendo o casamento uma grande escola para se aprender a arte do convívio, a fraternidade, a solidariedade, o cultivo do afecto, se este não sobrevive, o que podemos esperar da comunidade?
Infelizmente, o que se pode constatar quando um casamento se desfaz, é a supremacia do individualismo, do egoísmo, da tola vaidade, do orgulho e da prepotência de uma ou de outra parte, ou de ambas.
O que acontece é que geralmente os casais se esquecem das promessas feitas quando da assinatura desse contrato de convivência mútua que chamamos casamento.
As promessas foram as de ficar juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza ou na pobreza, mas juntos. E dificilmente o casamento mal estruturado resiste aos primeiros golpes da dificuldade que se apresenta.
Os casais se esquecem de que apenas algumas gotas de tolerância podem salvar e fortalecer a união. Que a renúncia preserva o convívio e o torna mais sólido. Que o esquecimento de um mal-entendido aproxima e engrandece os seres. E que o amor, nas suas mais variadas expressões, é a ferramenta capaz de solidificar e conservar a união dos seres por toda a eternidade.
O matrimónio é abençoada oficina onde podemos aprender a tecer os mais lindos sonhos de ventura e paz.
É a oportunidade bendita de reatar os laços rompidos em existências passadas ou estreitar o afecto iniciado com alegria.
O casamento é experiência nobre que pode nos credenciar aos altos planos da Criação, ao encontro da felicidade plena que tantos desejamos.

domingo, 1 de agosto de 2010

JESUS SABE












Quantas lágrimas você já verteu a sós, sem ninguém para lhe estender um ombro amigo, sem uma palavra de alento, sem nenhum consolo...
Considere, no entanto, que Jesus sabe...
Quando você descobre que seus amigos, nos quais você depositava a mais sincera confiança, lhe traem, e a amargura lhe visita a alma dolorida, no silêncio das horas... Jesus sabe.
Jesus conhece os mais secretos pensamentos e sentimentos de cada uma das ovelhas que o Pai Lhe confiou.
Jesus sabe das noites mal-dormidas, quando você se debate em busca de soluções para os problemas que lhe preocupam a mente...
Das dores que lhe dilaceram a alma, quando a solidão parece ser sua única companheira fiel, Jesus sabe...
Dos imensos obstáculos que você já superou, sem nenhuma estrela por testemunha, Jesus sabe...
Da sua sede de justiça, Jesus sabe.
Da sua luta para ser cada dia melhor que o dia anterior, Jesus sabe.
Jesus, Esse Irmão Maior, a quem o Pai confiou a Humanidade terrestre, conhece cada um dos Seus tutelados.
Se você sofreu algum tipo de calúnia, de injustiça, alguma punição imerecida, Jesus sabe.
Jesus conhece as suas horas de vigília ao lado do leito de um familiar enfermo...
Sabe da sua dedicação aos filhos, tantas vezes ingratos, ao esposo ou à esposa problemática.
Jesus sabe dos seus auto-enfrentamentos para vencer os próprios vícios e as tendências infelizes.
Jesus conhece suas fraquezas, seus medos, suas chagas abertas, suas inseguranças...
Jesus sabe das muitas vezes que você persiste em caminhar, mesmo com os pés sangrando...
Jesus sabe o peso da cruz que você leva sobre os ombros...
Jesus sabe quantas gotas de lágrimas você já derramou por compaixão, sofrendo a dor de outros corações...
Jesus conhece suas muitas renúncias...
Suas amarguras não confessadas...
Jesus sabe das esperanças que você já distribuiu, dos alentos que você ofertou, das horas que dedicou voluntariamente a benefício de alguém...
Jesus conhece suas acções nobres e percebe o desdém daqueles que só notam e ressaltam suas falhas.
Jesus entende seu coração dorido de saudade, dilacerado pela solidão, amargurado pelas dificuldades que, às vezes, parecem intransponíveis...
Jesus sabe que todas as situações pelas quais você passa, são para seu aprendizado e para seu crescimento na direcção da grande luz.
O Sublime Pastor conhece cada uma de Suas ovelhas e sabe o que se passa com cada uma delas.
Por isso Ele mesmo assegurou: Nunca estareis a sós.
Jesus é o Divino Amigo que nos segue os passos desde sempre e para sempre.
E nos momentos em que suas forças quiserem abandoná-lo, aconchegue-se junto ao Seu coração amoroso e ouça Sua voz a lhe dizer, com imensa ternura:
Meu filho, trace o seu sulco; recomece no dia seguinte o danoso labor da véspera.
O trabalho das suas mãos lhe fornece ao corpo o pão terrestre; sua alma, porém, não está esquecida.
E eu, o jardineiro divino, a cultivo no silêncio dos seus pensamentos.
Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se lhe escapar das mãos e seus olhos se fecharem para a luz, sentirá que surge em você, e germina, a minha preciosa semente.
Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os seus suores e misérias formam o tesouro que o tornará rico nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas...
E onde o mais desnudo dentre vós será talvez o mais resplandecente.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

AMOR E RENÚNCIA



















A conversa informal, durante o café da manhã, foi mais uma oportunidade de aprendizado para os que ouviam aquela senhora de semblante calmo e cabelos embranquecidos pelas muitas primaveras já vividas.
Ela pôs o café e o leite na xícara e alguém lhe ofereceu açúcar. Mas a senhora agradeceu dizendo que não fazia uso de açúcar. Alguém alcançou rapidamente o adoçante, por pensar que deveria estar cumprindo alguma dieta.
Ela agradeceu novamente, dizendo que tomava apenas café com leite, sem açúcar, nem adoçante dietético.
Sua atitude causou admiração, pois raras pessoas dispensam o açúcar. Então ela contou a sua história.
Disse que, logo depois que se casara, havia deixado de usar açúcar. Imediatamente imaginamos que deveria ser para acompanhar o marido que, por certo, não gostava de doce.
Contudo, aquela senhora, que agora lembrava com carinho do marido já falecido há alguns anos, esclareceu que o motivo era outro.
Falou de como o seu jovem esposo gostava de açúcar, e falou também da escassez do produto, durante a Segunda Guerra Mundial.
Disse que, por causa do racionamento, conseguiam apenas alguns quilos por mês e que mal davam para seu companheiro.
Ela, que o amava muito, renunciou ao açúcar para que seu bem amado não ficasse sem.
Declarou que depois que a guerra acabou e a situação se normalizou, já não fazia mais questão de adoçar seu café e que havia perdido completamente o hábito do doce.
Hoje em dia, talvez uma atitude dessas cause espanto naqueles que não conseguem analisar o valor e a grandeza de uma renúncia desse porte.
Somente quem ama, verdadeiramente, é capaz de um gesto nobre em favor da pessoa amada.
Nos dias actuais, em que os casais se separam por questões tão insignificantes, vale a pena lembrar as heroínas e os heróis anónimos que renunciaram ou renunciam a tantas coisas para fazer a felicidade do companheiro ou da companheira.
Nesses dias em que raros cônjuges abrem mão de uma simples opinião em prol da harmonia do lar, vale lembrar que a vida a dois deve ser um exercício constante de renúncia e abnegação.
Não estamos falando de anulação nem de subserviência, de um ou de outro, mas, simplesmente, da necessidade de relevar ou tolerar os defeitos um do outro.
Não é preciso chegar ao ponto de abrir mão de algo que se goste, por mero capricho ou exigência do cônjuge, mas se pudermos renunciar a algo para que nosso amor seja feliz, essa será uma atitude de grande nobreza de nossa parte.
Afinal de contas, o verdadeiro amor é feito de renúncia e abnegação, senão não é amor, é egoísmo.
Se entre aqueles que optaram por dividir o lar, o leito e o carinho a dois, não existir tolerância, de quem podemos esperar tal virtude?
Se você ainda não havia pensado nisso, pense agora.
Pense que, quando se opta por viver as experiências do casamento, decide-se por compartilhar uma vida a dois e isso quer dizer, muitas vezes, abrir mão de alguns caprichos em prol da harmonia do lar.
Se você só se deu conta disso depois que já havia se casado, lembre-se de que a convivência é uma arte e um desafio que merece ser vivido com toda dedicação e carinho. Quando aprendermos a viver em harmonia dentro do lar, estaremos preparados para viver bem em qualquer sociedade.
O matrimónio é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos º Espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução.

domingo, 11 de julho de 2010

SUICÍDIO















Era manhã de sábado. Tocou o telefone e alguém atendeu.
Uma voz masculina, embargada pela emoção, a duras penas, começou o diálogo.
Desejava saber o que a doutrina espírita tem a dizer sobre o suicídio. Qual seria, segundo o espiritismo, a sorte daqueles que acabam com a própria vida.
Disse que estava com o firme propósito de pôr fim à vida miserável que estava levando há cerca de dois meses.
Salientou que sua falência fora decretada em cidade distante noutro País. E, para fugir ao escândalo, mudou-se de cidade em busca de uma oportunidade, mas em vão.
Agora, segundo afirmou, desejava fugir definitivamente da vida, para resolver de vez por todas seus tormentos.
Ouviu, da pessoa que o atendeu, em rápidas palavras, a posição espírita sobre o suicídio.
Que este é uma porta falsa, e que aqueles que a buscam na tentativa de acabar com os problemas somente os agravam ainda mais.
Que só se consegue sair do corpo, sem sair da vida, que continua pulsante no além túmulo. E que só quem nos colocou no mundo tem o direito de nos tirar dele. E que esse alguém é Deus, nosso pai criador.
Ouviu, ainda, que a sua falência só poderia ser decretada por ele mesmo, agora sim, através do suicídio. Que homem algum poderia fazê-lo.
Que a falência decretada fora a de sua empresa e que, seguramente, se continuasse a trabalhar com disposição conseguiria reverter a situação.
Que Deus jamais nos abandona, muito menos nas horas difíceis da nossa caminhada. Que todos nós, sem excepção temos um anjo guardião interessado em nossa vitória. Na vitória do espírito imortal sobre a matéria, sobre os vícios e equívocos.
O homem disse que havia perdido tudo, que estava na miséria, que nada mais lhe restava.
E a voz do outro lado da linha tornou à carga dizendo que a miséria verdadeira é a miséria moral. E que somente poderemos assegurar que nada mais nos resta quando perdermos a dignidade.

O mundo pode nos tirar tudo, tudo o que temos, mas jamais nos tirará o que somos, jamais logrará retirar conquistas verdadeiras como a dignidade. Somente se nós o permitirmos, aceitando o convite da indignidade.
O homem refletiu um pouco, falou que ainda lhe restavam os amigos e a sua casa, que estava em nome dos pais, já falecidos. Resolveu, por fim, voltar à sua cidade e recomeçar novamente.
Casos como esse que acabamos de narrar, são uma constante na face da Terra.
Se você está enfrentando problemas semelhantes, não deixe de levar em consideração as orientações dos espíritos superiores.
Fuja do convite ao suicídio como solução dos problemas.
O suicídio é um terrível engano, por ser uma porta falsa.
Assim que a pessoa consome o acto do suicídio, percebe o precipício que se abre à sua frente.
Você sabia?
Você sabia que, de modo geral, são os suicidas que mais sofrem após a morte?
É que quando chegam no mundo espiritual se dão conta de que não lograram o intento, que era por fim à vida.
Seguem vivendo e percebem que aos problemas, dos quais desejavam fugir, outros se somam, pela falta de fé em Deus e pela rebeldia.
Na morte natural os laços que unem o espírito ao corpo são desatados lentamente, enquanto que pelo suicídio são violentamente rompidos, sem, contudo, permitir que o espírito se liberte.
Por esse motivo, não nos deixemos tentar pelo convite ao suicídio. Nunca valerá a pena. Antes, roguemos a Deus forças para suportar o fardo que carregamos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

UM ÓPTIMO DIA















Quase todos nós costumamos iniciar o dia nos dirigindo àqueles com quem moramos, trabalhamos ou estudamos, com duas palavras, quase mecânicas: Bom dia.

Será que realmente paramos para pensar no que falamos? Será que nos esforçamos para viver um bom dia e para proporcionarmos aos outros o mesmo?

Talvez um verdadeiro bom dia seja aquele no qual nossos primeiros pensamentos sejam os de agradecer a noite dormida, e a oportunidade de acordar para um novo dia.

Esses pensamentos, na forma de uma oração silenciosa, podem ser feitos enquanto nos levantamos, enquanto colocamos a água para o café, enquanto acordamos nossos familiares.

Um bom dia pode começar com uma simples e adequada refeição, em respeito ao nosso corpo que dela precisa, sem correrias ou jejuns tão prejudiciais à saúde.

Que tal, ao invés do rádio, com notícias por vezes inquietantes, abrirmos a janela para vermos, nós mesmos, como está o tempo? Seja a chuva tão necessária, ou o sol tão acolhedor, recebidos por nós com um sorriso.

Ao invés de enfrentar o trânsito, que façamos parte dele, entendendo que assim é a vida na cidade. Ninguém precisa reagir às atitudes erradas dos outros, apenas entendamos que eles ainda não evoluíram nesse item.

Se usamos o transporte colectivo, procuremos ser gentis com todos, com destaque para os mais velhos e com quem necessita de atenções especiais, não agindo como parte de uma massa, mas, sim, como um indivíduo.

Um bom dia, no trabalho ou no estudo, significa dedicação, mesmo que a tarefa não nos agrade. Cumpramos nossa obrigação com alegria. Sejamos um exemplo.

Um bom dia no trabalho ou no estudo pode significar ajudar alguém, afinal, talvez amanhã precisemos ser ajudados.

Um bom dia no estudo significa respeitar o professor que, naquele momento se dedica a nós, e aproveitar ao máximo o aprendizado.

Um bom dia continua, em nossa volta para casa, com gentileza e paciência, sem reclamações sobre a lentidão nas ruas, ou sobre a demora do ônibus. Uma boa leitura, ou uma música de qualidade podem ser uma opção.

De volta ao convívio com os familiares, perguntemos a eles como foram suas atividades, e como eles estão. Façamos as refeições juntos, sem televisão, computador ou telefone interrompendo nosso diálogo.

Um bom dia pode terminar com uma boa leitura ao invés de noticiários inquietantes, novelas com mensagens distorcidas, ou programas que nada nos tragam de bom e que servem apenas para passar o tempo.

Devemos relaxar, sim, ao final do dia, mas o façamos de modo edificante, entendendo que todos os momentos devem ser aproveitados para nossa evolução.

Um bom dia pode ser finalizado com uma reflexão do que fizemos de bom, do que poderíamos ter feito diferente, do que fizemos para fazer a diferença.

E, enfim, que o dia termine com uma oração, agradecendo as oportunidades que tivemos, e pedindo por uma boa noite de repouso, certos de que o próximo será, novamente, um óptimo dia!

Pensemos nisso.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

NA RELAÇÃO A DOIS



















Enquanto muitos apregoam o fim das relações familiares e observa-se uma diminuição do afecto em tantos casais, encontra-se, em contrapartida, exemplos que tocam fundo a alma. Contou-nos uma senhora que há alguns meses, em exames de rotina, foi-lhe constatada um início de diabetes.

O exame estava ali, mostrando a alta taxa de glicose. Sua primeira reacção foi vestir-se de tristeza.

Pensou que bem podia diminuir ou até eliminar os farináceos, os tubérculos, o arroz. Mas, os doces... Como poderia ficar sem eles?

Ela já tivera anteriormente outros problemas de saúde, bastante sérios. Mas para se recuperar impusera-se um rigoroso ritmo de vida.

Abrira mão de tantas coisas, pensava. Mas agora, teria que se privar também dos doces. Doces que ela adorava fazer e saborear.

Com que prazer criava novas receitas e oferecia pratos saborosos à família e aos amigos.

Contou ao marido e ficou imaginando como poderia iniciar a nova dieta. E quando o faria. Naturalmente, o médico a iria orientar melhor e dizer-lhe exactamente como proceder dali em diante.

O retorno ao equilíbrio orgânico exigia que a decisão fosse imediata. Entretanto, ela aguardou alguns dias.

Dias que passaram lentos. Finalmente, decidiu refazer todos os exames. Outro médico. Outro laboratório. Nova colecta de material.

Dias depois, o marido foi buscar os resultados no laboratório. Retornou ao lar e, mal estacionou o carro, entrou em casa chamando as filhas, a esposa, todos.

Na mão direita, um envelope que sacudia sem parar. Perante o silêncio que se fez, ele abriu o envelope e disse, eufórico: "este exame diz que você, meu bem, está com a dosagem de glicemia absolutamente normal. Deve ter ocorrido um engano anteriormente. Não importa.

O que importa mesmo é que você poderá continuar a comer doces. E nós vamos comemorar. Porque agora eu posso voltar a ficar feliz, sabendo que você não precisará se submeter a mais essa dieta, privando-se de algo que você gosta tanto."

Abraçou a esposa, as filhas, entre a emoção e a inesperada alegria. Isto se chama amor. Alguém que se importa tanto com o outro, que se alegra quando descobre que aquele não necessitará de mais um sacrifício para prosseguir a viver.

Alegra-se com a alegria dele. Entristece-se com a sua problemática.

Benditos os casais que levam a vida assim, mesmo depois de muitos anos de convívio, e ainda que os olhos já não guardem o mesmo brilho dos tempos do namoro.

Casais que compartilham tudo. A dor, a alegria, o desconforto. Que se apoiam mutuamente nos dias de necessidades. Pensem nisso Enquanto seguem a dois, lembrem-se de usar a ternura, sempre que seja possível

Lembrem ao cônjuge que o amor ainda prossegue fazendo vibrar o nosso coração.

Encontra palavras de carinho para enfeitar o dia de quem segue ao seu lado na vida.

Recorda enfim, que a relação conjugal é uma oportunidade de progresso e redenção e que não foi o acaso que os reuniu.

E não se canse de utilizar a frase sempre aguardada dos lábios de quem ama: "amo –te meu amor.”

sábado, 12 de junho de 2010

TER FILHOS,E SER PAI


















Você tem filhos?

Se a resposta for positiva, então responda: Você é pai?

Ora, alguns pensarão que ter filhos e ser pai é a mesma coisa, mas uma reflexão mais detida nos mostrará a diferença.

Para ter filhos basta estar apto à reprodução e entregar-se à conjunção carnal para procriar.

Para ser pai é preciso alguns cuidados a mais.

Há pouco tempo, uma revista tratou do assunto retratando algumas dificuldades, principalmente com relação a empresários e executivos que têm filhos e que não são pais.

Geralmente chegam em casa e não se dão conta de que já saíram dos seus escritórios.

Esquecem-se de sintonizar os sentimentos afectivos e continuam dando ordens, como se a esposa fosse a secretária e os filhos seus subalternos. Não mudam nem o tom de voz.

Uma estatística da revista Fortune atesta a dramática dimensão desse problema.

Revela que filhos de empresários e executivos de alto nível apresentam graus de desajustes bem maiores que os dos outros pais, inclusive os de famílias financeiramente menos abastadas.

No livro The parent´s handbook, ou Manual dos pais, em português, um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, dois especialistas tratam do tema com grande competência.

Estabelecem, entre outras coisas, sete regras básicas para ser um bom pai:

1º - Comporte-se naturalmente. Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com frequência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.

2º - Diga sempre ao seu filho que você o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.

3º - Vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: Eu confio na sua capacidade de decisão, eu aposto no seu discernimento.

4º - Ouça seu filho! (talvez a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim. Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião, ele quer contar para você...

5º - Mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões. Se você não se convencer, tente reflectir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.

6º - Por mais certeza que você tenha do que vai acontecer, nos casos que não haja risco à integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.

7º - Trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.

Não se resumem aqui todas as regras para se ser um bom pai, mas aqueles que as observarem já terão dado passos largos no caminho que a todas as outras conduz.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SUPERLATIVO AMOR












Quantas vezes você já olhou um casal, passeando de mãos dadas ou abraçado e se perguntou como eles podem se amar, sendo tão diferentes?

Quantas vezes já pensaram em como aquela moça tão elegante pode amar aquele homem com ar tão desengonçado?

Ou como aquele homem tão bonito, parecendo um deus da beleza pode amar aquela mulher tão destituída de atractivos?

Toda vez que essas ideias nos atravessam a mente, é que estamos julgando o amor pelo exterior.

Mas, já dizia o escritor de O pequeno príncipe: "O essencial é invisível para os olhos."

A propósito, conta-se que o avô do conhecido compositor alemão Mendelssohn, estava muito longe de ser bonito.

Moses era baixo e tinha uma corcunda grotesca.

Um dia, visitando um comerciante na cidade de Hamburgo, conheceu a sua linda filha. E logo se apaixonou perdidamente por ela.

Entretanto, a moça, ao vê-lo, logo o repeliu. Aquela aparência disforme quase a enojou.

Na hora de partir, Moses se encheu de coragem e subiu as escadas. Dirigiu-se ao quarto da moça para lhe falar.

Desejava ter sua última oportunidade de falar com ela.

A jovem era uma visão de beleza e Moses ficou entristecido porque ela se recusava até mesmo a olhar para ele.

Timidamente, ele lhe dirigiu uma pergunta muito especial:

"Você acredita em casamentos arranjados no céu?"

Com os olhos pregados no chão, ela respondeu: "Acredito!"

"Também acredito." - Afirmou Moses - "Sabe, acredito que no céu, quando um menino vai se preparar para nascer, Deus lhe anuncia a menina com quem vai se casar.

Pois quando eu me preparava para nascer, Deus me mostrou minha futura noiva.

Ela era muito bonita e o bom Deus me disse: ‘Sua mulher será bela, contudo terá uma corcova

Imediatamente, eu supliquei: ‘Senhor, uma mulher com uma corcova será uma tragédia. Por favor, permita que eu seja encurvado e que ela seja perfeita"

Nesse momento, a jovem, emocionada, olhou directamente nos olhos de Moses Mendelssohn.

Aquela era a mais extraordinária declaração de amor que ela jamais imaginara receber.

Lentamente, estendeu a mão para ele e o acolheu no fundo de seu coração.

Casou-se com ele e foi uma esposa devotada.

O amor verdadeiro tem lentes especiais para ver o outro. Vê, além da aparência física, a essência. E assim, ama o que é real.

A aparência física pode se modificar a qualquer tempo. A beleza exterior pode vir a sofrer muitos acidentes e se modificar, repentinamente.

Quem valoriza o interior do outro é como um hábil especialista em diamantes que olha a pedra bruta e consegue descobrir o brilho da preciosidade.

É como o artista que acaricia o mármore, percebendo a imagem da beleza que ele encerra em sua intimidade.

Este amor atravessa os portões desta vida e se eterniza no tempo, tendo capacidade de acompanhar o outro em muitas experiências reencarnatórias.

Este é o verdadeiro amor.


No amor, o homem sublima os sentimentos e marcha no rumo da felicidade.

Na perfeita identificação das almas, o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

TODO MUNDO ERRA



















Vocês, certamente, já ouviram ou falaram a frase: "todo mundo erra!".

Essa afirmativa está correcta, porque a terra é um planeta de provas e expiações, o que quer dizer que neste mundo não há ninguém perfeito.

A perfeição é uma meta que todos nós alcançaremos um dia, mas não pode ser encontrada no actual estágio evolutivo da humanidade terrestre.

Não é outra a razão porque todos ainda cometemos erros, embora muitas vezes tentando acertar.

Tudo isso é fácil de entender, dirão alguns. E mais fácil ainda é tentar justificar as próprias faltas com a desculpa da imperfeição.

Admitir, portanto, que cometemos falhas mais vezes do que gostaríamos, não é difícil. Também não é difícil tolerar os escorregões dos nossos afectos.

No entanto, se vocês admitem que "todo mundo erra", porque é tão difícil relevar as imperfeições alheias?

Porque é tão fácil justificar os próprios erros e tão difícil aceitá-los nos outros?

Se quebramos um copo, por exemplo, logo nos desculpamos dizendo que foi sem querer, e pode ter sido mesmo. Mas, se é outra pessoa que o faz, já achamos uma maneira de criticar, dizendo que é descuidada ou não prestou a devida atenção no que estava fazendo.

Se a esposa não conseguiu servir o almoço na hora que deveria, é porque ficou de conversa fiada com alguma amiga. Mas quando é o esposo e não dá conta de entregar um serviço no prazo, é porque é um homem muito atarefado.

Quando o marido chega em casa nervoso e irritado, é porque está sobrecarregado de problemas, mas não desculpa se a esposa está impaciente por ter passado o dia todo ouvindo choro de criança e atendendo as tarefas da casa.

Se você é a esposa e tem seus motivos para justificar a falta de atenção com os filhos, em determinado momento, pense que seu esposo também tem suas razões para justificar uma falta qualquer.

Se você é filho e acha que está certo agindo desta ou daquela maneira, entenda seus pais, pois eles também encontrarão motivos para justificar seus deslizes.

O que geralmente ocorre, é que não paramos para ouvir as pessoas que transitam em nossa estrada. O que é mais comum, é criticar sem saber dos motivos que as levaram a se equivocar.

Se temos sempre uma desculpa para nossas faltas, devemos convir que os outros também as têm.

Se assim é, por que tanta inquietação com as acções que julgamos erradas nos outros?

Não temos a intenção de fazer apologia ou defender o desculpismo, mas, simplesmente, chamar a atenção para o fato de que todos estamos sujeitos a dar um passo em falso. E por isso devemos, no mínimo, entender quando isso acontece.

Se todo mundo erra, temos mais motivos para a tolerância e o perdão.

E se ninguém é perfeito, mais razão para entender as imperfeições alheias.

Ou será que só nós temos o direito a tropeçar?

Pensem nisso!

A terra é uma escola de aperfeiçoamento da humanidade.

As pessoas que aqui estagiam, estão se preparando para conquistar mundos mais adiantados, universidades mais avançadas.

Por essa razão, vale a pena prestar atenção no seu aproveitamento pessoal, e deixar aos outros o dever de cuidar dos próprios actos.

Pois a cada vez que deixamos o corpo físico, pela desencarnação, uma nova avaliação é feita e todos, sem excepção, receberemos conforme nossas obras.

Pensem nisso!

domingo, 9 de maio de 2010

REAÇÕES DIFERENTES














Como vocês costumam reagir quando as coisas dão errado? Se vocês programam um final de semana na praia, e a chuva estraga o passeio; se vocês esperavam receber o salário para realizar um sonho, comprando algo especial e uma despesa extra arruinou esta possibilidade como vocês reagem?

Vocês costumam ficar chateados por horas e até dias, por que tiveram um pequeno acidente no trânsito, o carro não ficou pronto, o salário atrasou?

Se vocês reagem assim, com certeza ficam infelizes muitos dias durante o mês.

Entretanto, existem pessoas que sabem extrair dos fatos mais difíceis de suas vidas, coisas muito positivas.

Uma dessas pessoas é liana Müller Borges. Uma arquitecta paisagista de sessenta anos que um dia teve sua casa assaltada por bandidos que a fizeram refém. Ela foi obrigada, sob a mira de uma arma, a dirigir seu veículo até um esconderijo em uma favela. Durante três horas, ela foi mantida prisioneira em um barracão. Pela janela, enquanto aguardava por sua liberdade, ela pôde olhar algumas crianças que brincavam em um rio sujo, nas proximidades.

Ela sempre se incomodara com a pobreza do país. E naquelas horas, ali prisioneira, se pôs a pensar: "por que todas as crianças não podem crescer com saúde e educação, como meus filhos?"

Horas mais tarde ela foi resgatada. Voltou para casa. Mas, alguns dias depois, retornou à favela. Foi batendo de porta em porta, perguntando aos moradores o que eles mais necessitavam. Ela queria ajudar. Queria mudar aquele estado de coisas.

A primeira providência, atendendo ao pedido das mulheres que trabalhavam fora do lar, foi construir uma creche. Um ano depois, com os recursos conseguidos e a mão-de-obra da favela, foi inaugurada a creche.

Liana foi trabalhar como voluntária. Ela não desejava somente resolver o problema, delegando o trabalho a outros. Ela queria fazer parte daquele projecto. Passou a trabalhar com as mães, dando-lhes aulas sobre higiene e saúde. Dez anos depois, liana continua seu trabalho. Hoje, em parceria com empresas e a prefeitura, a associação que ela criou ampara a criança e oferece programas profissionalizantes, beneficiando os quatro mil habitantes da favela.

Um sequestro, um grande susto, algo ruim. Mas, aquela mulher soube captar a mensagem de necessidades do local e transformou um pesadelo em um belíssimo sonho concretizado, que atende e salva muitas outras vidas.

Pense nisso!

Quando vocês passam pelas ruas e se deparam com quadros de dor, miséria e abandono, já se perguntaram o que vocês podiam fazer a respeito?

Já pensaram que cada um de nós é responsável pelo estado de felicidade ou infelicidade do semelhante?

Pode ser que vocês não consigam realizar uma grande obra, mas podem começar atendendo o próximo que está mais próximo.

Vocês já tentaram ajudar seus colegas de trabalho? Vocês sabem das dificuldades que eles atravessam?

E na vossa vizinhança? Não existe alguém para ajudar, amparar, servir?

Não deixem que a vossa infelicidade vos impeça de ver as coisas como realmente são. Melhor do que isso: comparem e descobrirão como vocês têm muitas coisas para serem felizes e fazerem os outros felizes também

Pensem nisso! Mas pensem agora.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

NOSSA SEGUNDA OCUPAÇÃO












Grande parte da Humanidade tem conhecimento da necessidade de se praticar o bem.

Todavia, ouvimos com frequência as pessoas se lamentarem: Ah, como eu gostaria de fazer algum bem neste mundo! Mas são tantas as minhas responsabilidades de família e de negócios, que nunca consigo levantar a cabeça.

Afundado em pequenas coisas, não vejo a maneira de dar à minha vida um sentido superior.

Lamentavelmente esse é um engano demasiado comum.

Quando se quer tornar prestativo ao seu semelhante, todo homem pode encontrar nos degraus mesmos da sua porta as venturas da alma, que são a nossa fonte mais certa de verdadeira paz e satisfação.

E para conhecer essa felicidade, não precisamos negligenciar os deveres quotidianos, nem realizar coisas espectaculares.

A essa carreira do Espírito, Albert Schweitzer costumava chamar de segunda ocupação. Nosso segundo emprego.

Dizia ele: Além do privilégio de cumpri-la, não há nela qualquer recompensa ou paga. Mas nela encontraremos nobres ensejos, e recolheremos uma profunda força interior.

Nela poderemos pôr em acção todas as nossas reservas de força, porque aquilo que hoje mais falta faz no mundo, são pessoas que se consagrem às necessidades de seus semelhantes.

No decorrer desse trabalho altruísta, as bênçãos tanto chovem sobre quem ajuda, como sobre quem é ajudado.

Schweitzer afirmava que, por muito ocupado que se esteja, qualquer ser humano pode fazer o bem, desde que observe as necessidades à sua volta.

Conta que um dia, ao atravessar a Alemanha na terceira classe de um trem, ficou ao lado de um rapaz de aspecto grave, que parecia absorvido a procurar algo invisível.

Em frente dele ia sentado um velhote visivelmente preocupado e aborrecido.

A dada altura, o rapaz observou em voz alta que, quando chegassem à próxima cidade, seria já noite fechada.

O velhote disse então com marcada ansiedade: Não sei o que vai ser de mim quando lá chegarmos. Meu único filho está no hospital muito doente; até me mandaram chamar com urgência, por telegrama.

Tenho de vê-lo antes que ele morra! Mas venho da província, e tenho medo de me perder na cidade...

O rapaz então replicou: Eu conheço muito bem a cidade. Vou descer com o senhor e levá-lo ao hospital onde está seu filho. Posso tomar outro trem depois.

Ora, quem é que pode avaliar o alcance de um pequeno ato bom como aquele?

Todos nós podemos manter-nos vigilantes, à espera de pequenas coisas que nos cumpre fazer.

Basta que tenhamos o desejo sincero de fazer o bem para que as necessidades apareçam aos nossos olhos.


Albert Schweitzer foi um dos maiores cirurgiões do mundo e, ao mesmo tempo, o missionário cristão mais eminente da sua época.

Em meio à sua carreira na Europa, renunciou à fama e aos proventos, para estudar medicina e consagrar-se ao socorro dos nativos africanos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A MENTIRA

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Primeiro de abril. Dia da mentira. Dia de fazer brincadeiras com colegas e amigos. Dia de passar trotes. Dia dos bobos.

Tantas denominações para um mesmo efeito. É o dia em que até mesmo pessoas ditas sérias se dão ao prazer de armar pequenas ciladas para expor ao ridículo os que dizem ser seus amigos.

O fato não é novo. Mas nem por isso deixa de ser desagradável. E para muitos, até constrangedor.

Já houve manchetes mentirosas nesse dia. Desmentidas no seguinte.

O que se pretende é dar boas risadas às custas dos outros. O que não nos damos conta, quando agimos desta forma leviana, é que podemos provocar problemas de saúde em alguém.

Quantas pessoas estão atravessando sérias dificuldades financeiras, lutando para pagar suas dívidas e são surpreendidas por um telefonema informando que seu cheque foi devolvido por falta de fundos.

Ou existe um título protestado em seu nome. Está no jornal, na lista dos protestos, diz o informante.

Outros são surpreendidos com a notícia de que devem comparecer a tal empresa para uma entrevista.

Esperançosos, os desempregados se dirigem para o local citado. Para descobrirem que perderam tempo e o dinheiro da passagem.

Não há nenhum emprego a vista. Por vezes, nem empresa. O endereço todo é falso.

Brincadeiras perigosas. Trotes que comprometem. Brinca-se com sentimentos e situações de pessoas, muitas vezes, em desespero.

Já paramos para pensar alguma vez o que pode acarretar uma falsa notícia? Boa ou má?

E se a pessoa que a recebe sofrer de problemas cardíacos e vier a ter uma dificuldade maior?

Quantos sustos em telefonemas a cobrarem, em que quem recebe fica com o coração aos saltos, pois naqueles breves segundos da mensagem gravada que antecede a identificação, mil pensamentos passam pela mente.

Quem será? O irmão viajando? Terá se acidentado? A mãe doente? Terá piorado seu estado de saúde?

A filha que já deveria ter chegado? Que terá acontecido?

Desgastes e mais desgastes. Por nada. Tudo brincadeira. Coisa de quem não tem nada mais sério para fazer. Nem mais importante.

Somos responsáveis por tudo que nos outros provocamos.

Não se brinca com sentimentos, apreensões, ansiedades. O envolvido pode não resistir ou lhe podemos provocar séria lesão física ou moral.

Ocupemos o nosso tempo com tudo que é construtivo. Com o que possa diminuir problemas para os outros.

Preocupemo-nos pelo bem estar do nosso amigo, colega, irmão. Não lhe aumentemos a carga de dificuldades, já por si tão pesada.

Usemos a nossa palavra para divulgar as coisas boas, alegres, que orientam e felicitam.

Usemos o telefone com responsabilidade. É instrumento de auxílio, trabalho, jamais de brincadeiras tolas ou levianas.

Bilhetes, cartas e cartões que geram expectativas que jamais se concretizarão, não deverão ser por nós escritos.

A palavra impressa deve ser conduzida para as boas coisas. Nunca a divulgação da mentira ou do trote.

Não busquemos alegrias passageiras, risadas bobas em troca da paz, da tranqüilidade e da harmonia de outras pessoas, mesmo que sejam aquelas da nossa mesma idade, do mesmo rol de interesses.

Há tantas formas sadias de promover alegria, sem se servir de tolices, trotes e brincadeiras de mau gosto.

Você sabia?

...que foi na véspera do dia 1º de abril de 1848 que os fenômenos mediúnicos, em uma pequena vila do Estado de Nova York, se apresentaram de tal forma que chamaram a atenção do Mundo?

Eram arranhaduras no interior da madeira, pancadas através das quais um Espírito respondia às questões de duas meninas: Kate e Margareth.

O vilarejo chamava-se Hydesville, no Condado de Rochester.

E você sabia que as meninas pertenciam a uma família de sobrenome Fox?

E que na noite/madrugada em que os fenômenos atingiram o auge, vizinhos e curiosos a eles assistiram?

No dia 1º de abril foram em torno de 350 as pessoas presentes.

Pensamento

Palavra é talento. Utiliza a tua palavra para produzir alegria, tranqüilidade e paz.

A palavra nobre sustenta para sempre.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA


















Tenham uma feliz Páscoa...

Que o coelhinho lhes traga muito mais
Que simples ovos de chocolate...

Que ele vos traga muita saúde, amor,
Felicidade, compreensão, carinho...

Que vocês sejam abençoados,
Por Aquele que nos deu Sua vida...

É o que vos desejamos sinceramente
Porque amigos como vocês não podemos esquecer...

Felicidades!!!
Feliz Páscoa!!!

A todos vocês!!!

sexta-feira, 26 de março de 2010

UM TEMPO A MAIS














No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem em um banco, perto do lago

Aquele, logo ali, é meu filho disse ela, apontando para um pequeno menino usando um polo vermelho e que deslizava no escorregão

Um bonito garoto respondeu o homem, e completou: aquela, usando vestido branco, pedalando sua bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a menina. Filha, o que você acha de irmos?

A garota suplicou: mais 5 minutos, pai. Por favor. Só mais 5 minutos. O homem concordou e mariana continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram e o pai levantou-se novamente e falou para a filha: hora de ir agora?

Outra vez ela pediu: mais cinco minutos, papai. Só mais cinco minutos. O homem disse: está certo!

O senhor certamente é um pai muito paciente! Falou a mulher.

O homem, com um sorriso um tanto melancólico, falou: o meu filho mais velho foi morto por um motorista bêbado no ano passado, quando pedalava sua bicicleta perto daqui.

Eu nunca passei muito tempo com ele e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com meu filho.

Eu me prometi não cometer o mesmo erro com a irmã dele.

Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta. Mas, na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar.

Com a agitação da vida moderna nem sempre nos damos conta da importância de dedicar um pouco mais de tempo para nossos amores.

Sob o império do relógio, estamos sempre apressados, atrasados, atropelados e atropelando os passos despreocupados dos pequerruchos.

Tanto isso é uma realidade, que encontramos muitas crianças contaminadas pelas neuroses dos pais.

Num período de tempo em que a criança deveria andar devagar, observar o mundo ao seu redor, esse mundo totalmente novo para ela, muitas já são vítimas da correria desenfreada que os pais lhes impõem.

A criança entra numa roda viva em que não tem tempo de brincar, de conversar com um amiguinho, de observar despreocupadamente uma vitrina, uma cena da natureza, pois é arrastada pelas mãos nervosas de pais que estão sempre correndo, sempre em busca de um tempo que já se foi.

Você que é mãe ou pai, faça uma pequena pausa no seu dia, repense suas actividades, estabeleça prioridades e considere a importância de 5 minutos a mais de atenção aos filhos. Sejam eles crianças, adolescentes, jovens ou adultos.

Dia desses, uma mãe nos disse que seu filho é uma pérola preciosa de valor incalculável. E falou isto com o coração cheio de ternura. O filho tem quase 30 anos, mas a mãe o conhece muito bem e sabe o valor que ele tem.

Certamente ela o acompanha desde o ventre, dando-lhe atenção e carinho sem se preocupar com o relógio, embora não negligenciando com suas obrigações.

Hoje em dia, muitos pais só sabem enumerar os defeitos dos filhos, porque não têm tempo de conhecer suas virtudes, nem de apreciá-las.

O que ressalta é sempre o fato de estarem atrasados para levantar, para se deitar, para ir à escola ou ir para o curso disto ou daquilo.

O tempo passa breve e um dia os filhos crescem, se casam, ou viajam para a pátria espiritual. E deixam, nos pais descuidados, uma enorme sensação de vazio, por não ter percebido que os minutos se transformaram em anos.

Por todas essas razões, pare um pouco e se pergunte: quais são as minhas prioridades?

E pense na possibilidade de dar a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo, ainda hoje!


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sábado, 20 de março de 2010

AO MEU PAI

Recordo-o ainda. Ele saiu, em um dia de sol, para viajar e nunca mais retornou para nossos olhos físicos.
Quando o trouxeram, era somente um corpo dentro de um caixão. Lacrado, ao demais, tendo em vista os dias passados desde a sua morte.
Meu pai era um homem alegre. Gostava de música, de dança, de estar com amigos, conversar, contar casos.
E ele os tinha às centenas. Toda vez que retornava de viagem, os filhos, éramos três os menores, nos reuníamos em torno da mesa, na cozinha ampla, para ouvi-lo.
Ele contava casos de forma pausada. Ia descrevendo as cenas, uma a uma, reproduzia os diálogos.
Por vezes, meu irmão e eu, mais impacientes, o interrompíamos: E daí, o que aconteceu? Conta logo.
Ele sorria mostrando seus dentes curtos, bem moldados. E continuava com a mesma calma, até o desfecho da história.
Tê-lo em casa era muito bom e significava que um de nós iria dormir na cama dos pais.
Por vezes, nossa mãe nos dizia que desejava ficar a sós com ele. Mas, mal despertava a madrugada, quem primeiro acordasse, corria para o quarto e se enfiava entre os dois.
Ele acordava e brincava connosco, fazendo cócegas, jogando travesseiro. Era uma festa!
Meu pai! Quantas saudades! Ele não era letrado. Desde bem jovem conhecera o trabalho duro
Constituíra família cedo e os cinco filhos lhe exigiam que desse o máximo de si.
Insistia que precisávamos estudar. E estudar muito. Com grande custo, pagou para cada um de nós o ensino fundamental, em escola particular.
Escolheu a melhor escola da cidade. Pagou cursos de piano, acordeão, violino para minha irmã, que cedo entrou para o mundo da música.
Meu irmão e eu não chegamos a tanto, mas fomos brindados com o que ele tinha de mais precioso.
Ensinou-nos a honestidade, ensinou-nos que melhor era ser enganado do que enganar.

Viveu no tempo em que a palavra de um homem era documento mais válido do que nota promissória, duplicata ou qualquer título financeiro.
Legou-nos um nome honrado e disse-nos que o dignificássemos, ao longo de nossa vida.
Olhava para mim, com orgulho e dizia: Um dia você será uma pessoa muito importante!
hoje, quando viajo pelas estradas, muitas delas velhas conhecidas de meu pai, eu o recordo.
Será que ele sabia que um dia eu seria alguém que viajaria, esclarecendo pessoas, ofertando cursos?
Ele não conheceu todos os netos. Partiu para a Espiritualidade, em anos jovens, deixando-nos um grande silêncio na alma.
Em homenagem a ele, em nossos aniversários, nas festas de Natal e Ano Novo, nos encontramos.
Rimos, ouvimos música, dançamos. Porque ele nos ensinou a sermos assim.
A vida é dura, mas nós a podemos adoçar, se quisermos. - É o que dizia.
Meu pai, meu mestre, onde estejas, Deus te guarde. Especialmente nesta época em que os pais são recordados pelos filhos, que os brindam com presentes
Meus irmãos e eu te brindamos com a prece da nossa gratidão: Obrigado por nos terdes dado a vida.
Obrigado por nos terdes ensinado a bem vivê-la.

sábado, 6 de março de 2010

SE NÃO HOUVER AMANHÃ



















Sabes, eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi te dizer, hoje, o quanto tu és importante para mim, porque quando acordei pela manhã, uma pergunta ressoava na acústica de minha alma: “e se não houver amanhã?”
Então hoje eu quero estar um pouco mais ao teu lado, ouvir tuas ideias com mais atenção, observar teus gestos mais singelos, decorar o tom da tua voz, teu jeito de andar, de correr, de abraçar.
Porque... se não houver amanhã... eu quero saber qual é tua comida preferida, a música que tu mais gostas, a tua cor predilecta...
Hoje eu vou observar teu olhar, descobrir teus desejos, teus anseios, teus sonhos mais secretos e tentar realizá-los.
Porque, se não houver amanhã... Eu quero ter gravado em minha retina o teu sorriso, teu jeito de ser, tuas manias...
Hoje eu quero fazer uma prece ao teu lado, descobrir contigo essa magia que te traz tanta serenidade, quero subir aos céus contigo, pelos fios invisíveis da oração.
Hoje eu vou me sentar contigo na relva macia, ouvir a melodia dos pássaros e sentir a brisa acariciando meu rosto, colado ao teu, em silêncio... E sem pressa.
Hoje eu vou te pedir por favor, agradecer, me desculpar, pedir perdão, se for necessário.
Sabes, eu sempre deixei todas essas coisas para amanhã, mas o amanhã é apenas uma promessa... o hoje é presente.
Assim, se não houver amanhã eu quero descobrir hoje qual é a flor que tu mais gostas e te oferecer um belo ramo.
Quero conhecer teus receios, te aconchegar em meus braços e te transmitir confiança...
Hoje, quando tu fores te afastar de mim, vou segurar tuas mãos e pedir para que fiques um pouco mais ao meu lado.
Sabes, eu sempre costumo deixar as palavras gentis para dizer amanhã, carinhos para fazer amanhã, muita atenção para prestar amanhã, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos.
Eu sei que muitas pessoas sofrem quando um ser amado embarca no trem da vida e parte sem que tenham chance de dizer o que sentem, e sei também que isso é motivo de muitos remorsos e sofrimentos.
Por isso eu não quero deixar nada para amanhã, pois se o amanhã chegar e não nos encontrar juntos, tu saberás tudo o que sinto por ti e saberei também o que tu sentes por mim.
Nada ficará pendente...
Quero registrar na minha alma cada gesto teu.
Quero gravar em meu ser, para sempre, o teu sorriso, pois se a vida nos levar por caminhos diferentes eu ter-te-ei comigo, mesmo estando temporariamente separados.
Sabes, eu não sei se o amanhã chegará para nós, mas sei que hoje, hoje eu posso dizer-te o quanto tu és importante para mim.
Sejas tu meu filho, minha filha, meu esposo ou esposa, um amigo talvez, tu vais saber hoje, o quanto és importante para mim... Porque, se não houver amanhã...

Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz, mas as circunstâncias, pessoas e coisas, poderão estar diferentes.

Hoje significa o momento de agir, semear, investir nas possibilidades afectivas em favor daqueles que convivem contigo.
Hoje é o melhor período de tempo na direcção do tempo sem fim...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

VIRTUDE CELESTE



















Se a noite te surpreendeu de coração ferido ou de cérebro cansado por amargos arrependimentos, não te abandones à dor que te parece irremediável...

Enquanto a sombra se estende ao longo do caminho, e a ventania sopra, qual lamentoso grito de angústia, olha as estrelas que cintilam nas alturas e segue adiante, ao encontro do novo dia.

Não podes? Tremem-te os pés sob o fardo da aflição? Enrijeceram-se as fibras da tua alma e não consegues nutrir um novo sonho?

Ergue uma prece à esperança, esse génio da luz que nos permite antever o porvir imenso.

Recolhe-te à oração e ela virá, doce e infatigável enfermeira, acalmar as chagas interiores e sustentar-te as energias semimortas.

Atende-lhe o apelo carinhoso e prossegue sem desfalecimento.

Não permitas que o elixir entorpecido da inércia ou o fel corrosivo do sofrimento te enfraqueça.

Aceita as sugestões do génio amigo e reflecte...

Sentirás no próprio coração dores maiores que a tua, os pavores dos grandes infelizes, as úlceras cancerosas de milhões que, até agora, tu não conseguias ver.

Então, inefável consolo baixará do Céu sobre a tua dor, aquietando-te a ânsia.

Inexprimíveis sentimentos desabrocharão em teu Espírito, e teus braços se abrirão para acolher as dores ignoradas dos seres mais humildes da Terra.

Nem todos sabem avaliar essa virtude celeste. Muitos a transformam em vinagre de impaciência ou em tortura mortal, convertendo-lhe a bênção em estilete da enfermidade.

Felizes, porém, daqueles que lhe guardam a sublime claridade no âmago do Espírito, porque verão a sabedoria do tempo, adquirindo com a vida a ciência da paz.

Espera! - Diz a noite - O dia voltará.

Espera! - Clama a semente - O fruto não tarda.

Espera! - Anuncia a justiça - E tudo recomporei.

Bem-aventurados, pois, quantos no mundo sabem aprender, servir e esperar!


Suporta com coragem o fardo da tua dor, avançando na estrada da vida heroicamente, ainda que seja um centímetro por dia...

Lembra-te de que hoje, a noite maternal te enxugará o pranto com o repouso obrigatório, e de que amanhã o dia voltará, renovando todas as coisas.

Lembra-te, ainda, que a esperança sempre surge com os primeiros raios da aurora.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PALAVRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA
















Muitos dos que alcançam o sucesso o devem a palavras de estímulo de alguém.

Uma pessoa, professor, pai, esposa, amigo que confiou na capacidade dele e o incentivou a perseguir seus sonhos.

Por vezes, é somente apoio moral. De outras, ainda há algum gesto especial que motiva a criatura a tomar a decisão e ir em frente.

Conta-se que um escritor de renome, desde criança tinha um dom especial para criar histórias.

Morando em um país onde alguns privilegiados tinham acesso à instrução, Amir se divertia lendo histórias e romances para um amigo seu.

Em verdade, o amigo era filho do empregado de seu pai. Por consequência, conforme o costume local, o menino era seu empregado.

Quase um escravo. Sempre pronto para tudo. Pois Amir gostava de ler. E o outro, de ouvir.

Nas tardes quentes, iam para debaixo de uma árvore, deitavam-se na relva e começavam seu ritual.

Numa dessas oportunidades, Amir pensou em pregar uma peça para o amigo.

Em vez de ler exactamente como estava no livro, começou a inventar a sequência do enredo.

Quando concluiu, o amigo bateu palmas e lhe disse: Que história linda, Amir! Você devia ler mais histórias como essas.

Amir se surpreendeu. Tudo tinha saído de sua cabeça. Mas será que dava para confiar na opinião de um analfabeto?

Por isso, quando chegou em casa, escreveu seu primeiro conto. Uma história triste de um homem e de uma mulher que se amavam.

Mas, depois de um tempo, pela ambição do esposo, a felicidade se diluiu pois ele preferiu trocar as carícias da esposa por adquirir somas e somas de dinheiro.

Quando concluiu, Amir mostrou a história para o sócio de seu pai. Isso porque o pai nunca tinha tempo para ele, sempre imerso no mar dos negócios.

O sócio levou o conto para seu escritório e, no dia seguinte, o devolveu com um embrulho.

Quando Amir abriu o pacote, encontrou um caderno de capa de couro castanho e um bilhete:

Adorei a sua história. Deus lhe concedeu um talento especial.

Cabe a você, agora, aperfeiçoar esse talento, pois alguém que desperdiça os talentos que Deus lhe deu é simplesmente tolo.

Você escreve correctamente do ponto de vista gramatical e tem um estilo interessante.

Minha porta está e sempre estará aberta para você. Estou pronto para ouvir qualquer história que tenha para contar! Bravo!

Seu amigo, Rahim.

Foi nesse caderno que Amir passou a escrever as suas histórias.

Anos depois, escritor consagrado, voltou a encontrar Rahim e lhe falou do caderno castanho. E de como aquele bilhete tivera importância em sua vida.

As palavras de dois amigos o fizeram definir-se pelo que sempre ele desejara e seu pai não apoiava.


A palavra foi dada ao homem para grandes coisas. Embora alguns a utilizem para a destruição, os homens de sabedoria dela se servem para edificação do Mundo melhor.

Envolvendo-a em afecto, sustentam vidas prestes a acabar.

Gravando com correcta adjectivação, incentivam o bem, os ideais nobres.

Desta forma, pense ao falar que, do seu verbo, pode depender a vida de muitos que o rodeiam.

Pondere, pois, sempre, antes de falar e fale com sabedoria, edificando, estimulando, incentivando.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PERDÃO DE MÃE














A notícia chocou todos os habitantes da pequena república de Palau, na Micronésia.

Um casal e seu filho, assassinados dentro de sua própria casa, por um homem de nome Justin, que buscava apenas alguns bens de consumo para roubar.

O funeral de Ruimar de Paiva e sua família, foi acompanhado por cerca de quatrocentas pessoas na cidade de Koror, entre elas o Presidente da República, profundamente abalado.

Um evento, porém, marcou para sempre a vida daqueles habitantes.

Presentes estavam a mãe de Ruimar de Paiva e, também, a mãe do assassino.

Dona Ruth de Paiva, profundamente emocionada, ao fazer um pronunciamento aos presentes, pede a presença da mãe de Justin ao seu lado.

As pessoas ficam em silêncio, quase sem respirar, imaginando o que poderia acontecer naquele momento.

Dona Ruth, tremula, pega nas mãos da outra mãe, levanta-as em direcção aos presentes, e afirma:

Aqui estão duas mães... Estou certas de que a mãe de Justin orou muitas vezes por seu filho, e estou certa de que seu coração está terrivelmente ferido.

A Sra. de Paiva contém as lágrimas, e termina dizendo:

Eu apenas desejo dizer à mãe de Justin que estarei orando por ela... E por Justin.

Segundo declaração do Presidente da República de Palau, que assistiu à cerimónia fúnebre, a habilidade da Sra. Paiva em perdoar, permitia à nação começar um processo de cura.

Disse ainda que perdoar, quando o incidente é tão recente, ajudou muitas pessoas a olharem além da tragédia, e verem que podemos nos perdoar e viver juntos.
* * *
Você seria capaz de perdoar, passando por uma situação dessas?

É natural que a resposta da maioria de nós ainda seja negativa. O perdão ainda se faz difícil no coração das almas da Terra.

Mas exemplos como este, que felizmente já são muitos neste Mundo, vêm nos dizer que é possível, que somos capazes de perdoar.

A busca de uma vida mais feliz nos leva pelo caminho do perdão, sem dúvida alguma. Sem esquecer as mágoas, sem abandonar a vingança, não encontraremos dias melhores, tal qual sonhamos.

Ninguém consegue alçar voos, carregando o peso do ressentimento no Espírito.

Perdoar é nos libertar da angústia, do medo, do ódio.

Quem perdoa compreende a justiça de Deus, que tudo vê e que nos faz sempre os únicos responsáveis por nossos actos.

Quem perdoa encontra uma nova forma de amar, a da compaixão, que vê o agente do mal como alguém que sofre, e precisa de ajuda.
* * *
Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio;

Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.

Se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se usardes de rigor até por uma ofensa leve, como querereis que Deus esqueça de que cada dia maior necessidade tendes de indulgência?

Trabalhemos pelo perdão. Aprendamos como perdoar, dia após dia, experiência após experiência.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A ARTE DE FORMAR CARACTERES


















A prática e as pesquisas realizadas por psicólogos demonstram a necessidade de se repensar a questão da educação dos filhos.
Depois que as experiências provaram que o método do autoritarismo, aplicado por nossos pais, estava ultrapassado e de certa forma ineficiente, optou-se por outro método menos eficaz e até danoso: o da "liberdade sem responsabilidade".
Considerada por alguns psicólogos como prejudicial ao desenvolvimento sadio da criança, a palavra "não" foi banida do vocabulário de muitos pais, que hoje amargam profundamente a total falta de controle sobre a prole.
Sem examinar a questão com mais cuidado, os pais modernos aceitaram a filosofia do "tudo pode", não levando em conta a necessidade de se estabelecer limites para que haja harmonia dentro do lar.
Depois de perder o controle da situação, muitos apelaram para outro método desastroso: o da barganha.
Impotentes diante da teimosia dos filhos, criados sem as normas básicas de disciplina, os pais se perdem nos labirintos das "compensações", em que tudo é negociado.
Se é hora de ir para a cama e o filho não obedece, a mãe logo lança mão de algum motivo para a "negociata": "se você for dormir a mamãe deixa você jogar aquela fita de "game" violenta, que você tanto gosta".
Nesse caso bastaria que a mãe, consciente da sua missão de educadora, tomasse seu filhos pela mão e o conduzisse com carinho e firmeza para a cama.
Ou, ainda, se é hora do banho e o "anjinho" faz corpo mole, a mãe logo faz outro "trato", esquecendo-se de que quando mais se negocia com a criança, mais ela exigirá para cumprir sua obrigação.
Alguns psicólogos defendem a volta do autoritarismo na educação dos filhos, mas isso já ficou provado que não dá bons resultados. Seria "domesticação" ao invés de educação.
Considerando-se que a educação, é a arte de formar caracteres, temos de convir que a barganha somente servirá para "deformar" os caracteres dos nossos educandos.
Ademais, se levarmos em conta que nossos filhos são espíritos encarnados que vêm do espaço para progredir, trazendo em si mesmos as experiências de outras existências, boas ou não, entenderemos que a grande missão dos pais é conhecer-lhes a intimidade a ajudá-los a caminhar para Deus.

Nossos filhos são seres inteligentes, que não aceitam somente um "não" como resposta. Eles merecem e precisam de uma explicação coerente. Não falamos de justificativas, mas de diálogo.
Se existe um horário para dormir, se é preciso tomar banho, se não podemos comprar este ou aquele brinquedo, a criança tem o direito de saber porque.
Dizendo, por exemplo, que não compramos o brinquedo que ela tanto queria porque o orçamento não comporta, ela entenderá, ao passo que se dissermos um "não" somente, ela ficará revoltada, pensando que não compramos por má vontade.
Tudo isso requer muito investimento, que não quer dizer "perda de tempo", como muitos pais afirmam. Investimento de tempo, paciência, afeto e carinho. A tarefa não é tão difícil e certamente é mais eficaz.
***
Santo Agostinho fez a seguinte advertência em o Evangelho Segundo o Espiritismo: "lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: que fizestes do filho confiado à vossa guarda?
Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso."
Pensemos nisso!

domingo, 24 de janeiro de 2010

NÃO TE ENTREGUES



















Os amigos a quem devotaste tuas horas te abandonaram?
Aqueles que elegeste para o convívio mais estreito te abandonaram, quando a brisa de suspeitas infundadas se levantaram contra ti?
Pessoas a quem confidenciaste questões particulares jogaram ao vento as informações, permitindo que os que não vibram contigo as usassem para agressões pessoais?
Ouvidos aos quais segredaste tuas mais íntimas dificuldades transportaram a lábios inconseqüentes as minúcias das tuas dores?
Recebeste dos comensais da tua vida as mais duras críticas, esquecidos do quanto juntos já investiram na afeição?
Acreditas que estás só, difamado, em abandono?
Não te permitas a hora da invigilância e não te aconchegues nos braços da tristeza.
Não concedas forças ao mal que te deseja fraco e dominado.
Pensa que o tormento que te alcança tem por intuito maior testar as tuas resistências morais.
Lembra que é nos combates mais difíceis que se forjam os líderes e se formam os heróis.
Foi na solidão dos meses de prisão que a adolescente Joanna D´Arc teceu os fios da coragem, que lhe permitiram enfrentar o julgamento arbitrário e a condenação injusta.
Tem em mente que todas as más circunstâncias que te envolvem, te permitem avaliar, com absoluta precisão, os verdadeiros amigos.
Aqueles que, mesmo cometas erros, prosseguirão contigo. Não para os aplausos da parvoice, mas para colaborar no seguimento moral de que necessitas.
Permanecerão contigo, mesmo que a fortuna te abandone os cofres e os louros do mundo se transportem a outras cabeças.
Lembra, ao demais, que, embora o mundo não te faça justiça, o Celeste Amigo sabe das tuas intenções, dos teus acertos e das tentativas de ajustes.
E olha por ti, todos os dias. Mesmo naqueles que se apresentem com as nuvens carregadas ou os ares anunciem tormentas e furacões.
O Celeste Amigo confia na tua força e investe na tua vitória.
Recorda-O e evoca-O nas tuas horas mais amargas.

Tudo é passageiro no mundo e os panoramas se modificam, em minutos e até mesmo segundos.
O que agora é, poderá deixar de ser logo mais. Quem agora comanda, poderá ser substituído de imediato.
Quem pensa estar de pé, pode se descobrir tombado ao solo.
Não esqueças que o Celeste Amigo está vigilante e providencia, atento, o de que careces.
Pode ser uma lição a mais, um apoio, uma trégua.
Pensa nisso, e não permitas que os raios das estrelas que brilham em teus olhos sejam empanados pelas chuvas torrenciais da tua amargura incontida.
Não apagues do teu semblante a serenidade que informa aos que passam por ti, que a confiança é o teu escudo e o Divino Amigo segue contigo.
Não concedas vitória aos maus, àqueles que te desejam subjugado e vencido.
Nasceste para crescer, renasceste neste mundo para vencer. Sempre.
Serve-te da prece. Revigora-te na leitura dos ditos do Senhor e segue em frente, hoje, amanhã e depois. Sempre.

domingo, 3 de janeiro de 2010

MILAGRE














Milagre para mim, é ver a chuva molhar
os campos e reacender aquele cheiro
bom de terra molhada,
cheiro de banho de natureza,
que faz brotar sementes até os sonhos...
Milagre é olhar o céu e ver aquele mundo
de estrelas, ali, tudo juntinho
sem competir, sem se esbarrar
e sem nenhuma tapar o brilho da outra...
Milagre é essa diversidade de flores que
Deus planta por aqui e por acolá, só para
colorir o nosso caminho
assim como quem não quer nada
mas querendo nos ver felizes...
Milagre é tudo que o homem inventou
com a inspiração que Deus deu,
telefone, luz elétrica, rádio, TV, cinema, etc.
Eu não sei como isso funciona
e nem quero aprender, mas que é milagre, É...
Milagre é o que a genética faz:
De uma coisa pequenininha,
cria um embrião que vira pessoa, e que Deus aprova,
porque a alma é Ele que coloca....
Milagre para mim, é esse mundo sem porteira,
sem eira, sem ter um canto para o vento
fazer a curva sem ter começo delimitado e nem fim...

Milagre é quando olho para meus filhos
e vejo traços físicos meus, quando entro em suas almas
vejo traços de anjos, aí eu agradeço a Deus
infinitas vezes, por esse milagre...
Milagre é a inocência das crianças que falam
na nossa cara o que pensam.
Pequeno Buda de 6 anos, falou que Deus
é bom porque faz nuvens com forma
de bichinhos fofos....
Milagre é acordar de manhã, abrir a janela
e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu,
cada dia de um jeito, faz tudo com capricho
e carinho. Ah, acordar já é milagre, e dos maiores...
Milagre é quando Deus esquece de nos dar um irmão,
ai Ele acode e dá o irmão com o nome de amigo
esse é um dos milagres que eu adoro receber....
Milagre é quando alguém que amamos,
sem querer, despedaça o nosso coração
em mil e um pedaços, e pensa mos que morreremos.
Ai aparece alguém com uma cola mágica e conserta
Milagre é ser um doador de órgãos,
pois quando Deus chama para voltar para casa,
só chama o espírito, e esse chega perfeito,
se do corpo ficar algo é para aperfeiçoar uma outra vida...
Milagre é a natureza que a neve mata
ou o fogo destrói, ai nasce tudo de novo sem se importar
se vai ser destruída novamente, acho esse milagre lindo!

Milagre é quando vejo pessoas ajudando
as vítimas da fome, do frio, do desabrigo e do desamor
tem gente que chama isso de solidariedade,
eu chamo de milagre...
Milagre, é essa tal de internet que fez minha mensagem
chegar até vocês que as vezes não conheço o rosto,
o nome, e nem sei dos sonhos...
Agora, se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus!