quinta-feira, 22 de abril de 2010

NOSSA SEGUNDA OCUPAÇÃO












Grande parte da Humanidade tem conhecimento da necessidade de se praticar o bem.

Todavia, ouvimos com frequência as pessoas se lamentarem: Ah, como eu gostaria de fazer algum bem neste mundo! Mas são tantas as minhas responsabilidades de família e de negócios, que nunca consigo levantar a cabeça.

Afundado em pequenas coisas, não vejo a maneira de dar à minha vida um sentido superior.

Lamentavelmente esse é um engano demasiado comum.

Quando se quer tornar prestativo ao seu semelhante, todo homem pode encontrar nos degraus mesmos da sua porta as venturas da alma, que são a nossa fonte mais certa de verdadeira paz e satisfação.

E para conhecer essa felicidade, não precisamos negligenciar os deveres quotidianos, nem realizar coisas espectaculares.

A essa carreira do Espírito, Albert Schweitzer costumava chamar de segunda ocupação. Nosso segundo emprego.

Dizia ele: Além do privilégio de cumpri-la, não há nela qualquer recompensa ou paga. Mas nela encontraremos nobres ensejos, e recolheremos uma profunda força interior.

Nela poderemos pôr em acção todas as nossas reservas de força, porque aquilo que hoje mais falta faz no mundo, são pessoas que se consagrem às necessidades de seus semelhantes.

No decorrer desse trabalho altruísta, as bênçãos tanto chovem sobre quem ajuda, como sobre quem é ajudado.

Schweitzer afirmava que, por muito ocupado que se esteja, qualquer ser humano pode fazer o bem, desde que observe as necessidades à sua volta.

Conta que um dia, ao atravessar a Alemanha na terceira classe de um trem, ficou ao lado de um rapaz de aspecto grave, que parecia absorvido a procurar algo invisível.

Em frente dele ia sentado um velhote visivelmente preocupado e aborrecido.

A dada altura, o rapaz observou em voz alta que, quando chegassem à próxima cidade, seria já noite fechada.

O velhote disse então com marcada ansiedade: Não sei o que vai ser de mim quando lá chegarmos. Meu único filho está no hospital muito doente; até me mandaram chamar com urgência, por telegrama.

Tenho de vê-lo antes que ele morra! Mas venho da província, e tenho medo de me perder na cidade...

O rapaz então replicou: Eu conheço muito bem a cidade. Vou descer com o senhor e levá-lo ao hospital onde está seu filho. Posso tomar outro trem depois.

Ora, quem é que pode avaliar o alcance de um pequeno ato bom como aquele?

Todos nós podemos manter-nos vigilantes, à espera de pequenas coisas que nos cumpre fazer.

Basta que tenhamos o desejo sincero de fazer o bem para que as necessidades apareçam aos nossos olhos.


Albert Schweitzer foi um dos maiores cirurgiões do mundo e, ao mesmo tempo, o missionário cristão mais eminente da sua época.

Em meio à sua carreira na Europa, renunciou à fama e aos proventos, para estudar medicina e consagrar-se ao socorro dos nativos africanos.

14 comentários:

Maria disse...

Obrigada pela visita ao meu blog.
Bom fim-de-semana.

Mariazita disse...

Belo texto!
Não há dúvida de que, se quisermos praticar o bem, não falta tempo nem oportunidade.
Basta olhar à nossa volta e sempre se encontra quem precise de apoio; e tempo, com boa vontade, arranja-se.

Bom fim de semana.

Beijinhos

Bia Maia disse...

Fazer o bem é fácil demais...basta a gente querer...e ele pode ser feito à qualquer momento e em qualquer lugar...

Obrigada po sua visita!

um beijo e bom final de semana!

Bia

Everson Russo disse...

Belo texto,,,um otimo final de semana aos amigos,,,beijos na alma.

Andradarte disse...

As intenções têm de ser verdadeiras...
caso contrário....de nada valem...
Texto 'sumarento'...
Obrigado pela visita.
Abraços

Carmo disse...

Passei para desejar bom fim-de-semana

Beijinhos

Luciana disse...

Oi
Obrigada pela visita no meu Blog
Um ótimo fim de semana
Bjs
Lu

AFRICA EM POESIA disse...

Vim devagarinho e deixo um beijinho

SOU MESMO...


Sou mesmo...
Da mesma terra que tu
Da terra do chão vermelho
Da terra batida cheirando a pó...

Sou mesmo...
Da mesma terra que tu
Onde todos saltamos os rios
Corremos a apanhar borboletas...

Borboletas de cores lindas...
De gafanhotos que saltavam
Que pulavam à minha frente
Como quem brinca às escondidas...

E brincava na palha do café
Apanhava bitacaias nos pés
Comia manga, safú e goiaba
Apenas porque...
Sou mesmo...
Da mesma terra que tu...

LILI LARANJO

Fátima disse...

Acredito faltar mais a intenção que o tempo, o que é lamentável .

O texto é perfeito.

Beijinho aos dois.

Amor feito Poesia disse...

Saudades!

Sopram os ventos de sul
Arrastam folhas do quintal
Revolve as areias do horto
Chora por entre as fendas
Saudades! Saudades tuas.

Santaroza


Um Domingo iluminado de muita paz!

Renata de Aragão Lopes disse...

Muito bonita esta postagem!

SOLIDARIEDADE
é o que mais deve existir
entre os homens.

Em pequenos gestos,
podemos, de fato,
prestar um ENORME
auxílio ao outro.

Um bom domingo,
doce de lira

DE-PROPOSITO disse...

da necessidade de se praticar o bem.
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Há quem faça mal, e diga que está praticando o bem. E há quem os aprove (que façam mal, em nome do bem).
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Felicidades.

Baila sem peso disse...

Nossa segunda ocupação
é não deixar morrer o coração!
O mundo está cheio de boas intenções
mas tanto carece de boas acções!

Um texto com o carinho...
e eu acho que há paga sim!
basta fazê-lo com naturalidade
e alcançaremos tranquilidade...
pena que a maioria não pense assim!

beijos

Lilá(s) disse...

Um texto agradável e carinhoso.
Bjs