sábado, 12 de junho de 2010

TER FILHOS,E SER PAI


















Você tem filhos?

Se a resposta for positiva, então responda: Você é pai?

Ora, alguns pensarão que ter filhos e ser pai é a mesma coisa, mas uma reflexão mais detida nos mostrará a diferença.

Para ter filhos basta estar apto à reprodução e entregar-se à conjunção carnal para procriar.

Para ser pai é preciso alguns cuidados a mais.

Há pouco tempo, uma revista tratou do assunto retratando algumas dificuldades, principalmente com relação a empresários e executivos que têm filhos e que não são pais.

Geralmente chegam em casa e não se dão conta de que já saíram dos seus escritórios.

Esquecem-se de sintonizar os sentimentos afectivos e continuam dando ordens, como se a esposa fosse a secretária e os filhos seus subalternos. Não mudam nem o tom de voz.

Uma estatística da revista Fortune atesta a dramática dimensão desse problema.

Revela que filhos de empresários e executivos de alto nível apresentam graus de desajustes bem maiores que os dos outros pais, inclusive os de famílias financeiramente menos abastadas.

No livro The parent´s handbook, ou Manual dos pais, em português, um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, dois especialistas tratam do tema com grande competência.

Estabelecem, entre outras coisas, sete regras básicas para ser um bom pai:

1º - Comporte-se naturalmente. Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com frequência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.

2º - Diga sempre ao seu filho que você o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.

3º - Vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: Eu confio na sua capacidade de decisão, eu aposto no seu discernimento.

4º - Ouça seu filho! (talvez a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim. Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião, ele quer contar para você...

5º - Mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões. Se você não se convencer, tente reflectir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.

6º - Por mais certeza que você tenha do que vai acontecer, nos casos que não haja risco à integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.

7º - Trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.

Não se resumem aqui todas as regras para se ser um bom pai, mas aqueles que as observarem já terão dado passos largos no caminho que a todas as outras conduz.

9 comentários:

Celylua - O blog das Letras disse...

Desde já eu agradeço de coração sua visita e palavras...
As boas palavras e idéias entre pai e filho desperta a reverencia, gratidão e amor diante de Deus e dos seus semelhantes.
Parabéns pela maravilhosa postagem!
Deus abençoe você e seus entes queridos sempre...
Beijo no coração.

Helô Müller disse...

Assunto super relevante e muito boa as dicas... ( fundamentais, eu diria! )
Se todos os pais soubessem como é fundamental a infância na formação de um indívíduo, o futuro de muita gente estaria a salvo da violência que impera e assola o mundo! Lamentável que as crianças estejam sendo deixadas de lado, à mercê da internet e "messengeres" da vida!! ( pra não citar outras coisitas mais! ) Dá dó quando percebemos que tudo o que elas fazem pra chamar a atenção, bastaria somente que os pais soubessem dar as limitações básicas e necessárias, pra que se sentissem amadas! "Falta de limitação", na cabeça de uma criança, significa abandono e falta de amor...
Bjs e obrigada pela visita em meus aposentos!! rs
Helô

Felicidade Clandestina disse...

Que texto bonito! Adorei o bebê.

as imagens de Anne Guedes são um mimo!!!

Humana disse...

Olá!
Vim agradecer e retribuir a visita ao meu blogue.
Li alguns dos textos cujos temas achei de muito interesse pela reflexão que provocam ou devem provocar...
Quanto ao referido como essencial para se ser um pai ou mãe neste caso, tudo o que aqui está referido para mim está implicito numa atitude normal de seres humanos com educação, valores e sentimentos.
Costumo dizer que não tirei curso de mãe porque ele não existe e os meus pais também não o tiráram mas ajo de acordo com as minhas convicções e com o amor imenso que lhes tenho.
Esse amor é recíproco e sei que estou a criar dois homenzinhos bons! ;D
Beijos e bom Domingo.

Carmem disse...

Que lindo!

Bjus

Valéria Sorohan disse...

Realmente há uma grande diferença em ter filhos e ser pai ou mãe. Nunca duvidei disso e aprendi mais com seu post.

BeijooO'

Vieira Calado disse...

Só para deixar cumprimentos.

Estou sem computador.

o que me vale é este bar onde estou.

Anne Lieri disse...

Naty e Carlos,não sou pai,mas mãe.Entretanto,toda essa mensagem serviu para mim tb,pois a maneira de amar os filhos é exatamente essa:carinho,amor,atenção,ouvir...Um belíssimo texto!Abraços e boa semana!

Neto disse...

Maravilha!

Abraços.