domingo, 11 de julho de 2010

SUICÍDIO















Era manhã de sábado. Tocou o telefone e alguém atendeu.
Uma voz masculina, embargada pela emoção, a duras penas, começou o diálogo.
Desejava saber o que a doutrina espírita tem a dizer sobre o suicídio. Qual seria, segundo o espiritismo, a sorte daqueles que acabam com a própria vida.
Disse que estava com o firme propósito de pôr fim à vida miserável que estava levando há cerca de dois meses.
Salientou que sua falência fora decretada em cidade distante noutro País. E, para fugir ao escândalo, mudou-se de cidade em busca de uma oportunidade, mas em vão.
Agora, segundo afirmou, desejava fugir definitivamente da vida, para resolver de vez por todas seus tormentos.
Ouviu, da pessoa que o atendeu, em rápidas palavras, a posição espírita sobre o suicídio.
Que este é uma porta falsa, e que aqueles que a buscam na tentativa de acabar com os problemas somente os agravam ainda mais.
Que só se consegue sair do corpo, sem sair da vida, que continua pulsante no além túmulo. E que só quem nos colocou no mundo tem o direito de nos tirar dele. E que esse alguém é Deus, nosso pai criador.
Ouviu, ainda, que a sua falência só poderia ser decretada por ele mesmo, agora sim, através do suicídio. Que homem algum poderia fazê-lo.
Que a falência decretada fora a de sua empresa e que, seguramente, se continuasse a trabalhar com disposição conseguiria reverter a situação.
Que Deus jamais nos abandona, muito menos nas horas difíceis da nossa caminhada. Que todos nós, sem excepção temos um anjo guardião interessado em nossa vitória. Na vitória do espírito imortal sobre a matéria, sobre os vícios e equívocos.
O homem disse que havia perdido tudo, que estava na miséria, que nada mais lhe restava.
E a voz do outro lado da linha tornou à carga dizendo que a miséria verdadeira é a miséria moral. E que somente poderemos assegurar que nada mais nos resta quando perdermos a dignidade.

O mundo pode nos tirar tudo, tudo o que temos, mas jamais nos tirará o que somos, jamais logrará retirar conquistas verdadeiras como a dignidade. Somente se nós o permitirmos, aceitando o convite da indignidade.
O homem refletiu um pouco, falou que ainda lhe restavam os amigos e a sua casa, que estava em nome dos pais, já falecidos. Resolveu, por fim, voltar à sua cidade e recomeçar novamente.
Casos como esse que acabamos de narrar, são uma constante na face da Terra.
Se você está enfrentando problemas semelhantes, não deixe de levar em consideração as orientações dos espíritos superiores.
Fuja do convite ao suicídio como solução dos problemas.
O suicídio é um terrível engano, por ser uma porta falsa.
Assim que a pessoa consome o acto do suicídio, percebe o precipício que se abre à sua frente.
Você sabia?
Você sabia que, de modo geral, são os suicidas que mais sofrem após a morte?
É que quando chegam no mundo espiritual se dão conta de que não lograram o intento, que era por fim à vida.
Seguem vivendo e percebem que aos problemas, dos quais desejavam fugir, outros se somam, pela falta de fé em Deus e pela rebeldia.
Na morte natural os laços que unem o espírito ao corpo são desatados lentamente, enquanto que pelo suicídio são violentamente rompidos, sem, contudo, permitir que o espírito se liberte.
Por esse motivo, não nos deixemos tentar pelo convite ao suicídio. Nunca valerá a pena. Antes, roguemos a Deus forças para suportar o fardo que carregamos.

9 comentários:

Teresa Cristina flordecaju disse...

Um texto bem interessante... tendo em vista que meu estado (Piauí- Brasil)tem um alto índice de suicídio. O exto merece uma re-eleitura... pela temática e pelo valor para a vida. Um cheiro no coração de vocês... Amei a visita! Teresa.

Chica disse...

tEXTO IMPORTANTEe ,tema polêmico e profundo,Na minha opinião,nunca é solução!beijos,chica

Desnuda disse...

Dentro da filosofia espírita e pelo meu próprio juízo acerca do suicídio é sem dúvida um excelente texto. Nenhuma religião aceita o atentado a própria vida.

Carinhoso beijo e excelente semana querida Naty.

Everson Russo disse...

O tema é bem polemico e forte,,,,uma bela semana pra ti amiga,,,beijos

Valéria Sorohan disse...

Eu acredito nessa tese. Tenho dois casos de pessoas próximas que se suicidaram, nos dois casos, enforcamento. Eu não consigo entender o que leva uma pessoa a isso. Porque problemas todos tem.

BeijooO

Lívia Azzi disse...

O suicídio é uma atitude covarde e estúpida, própria de pessoas solitárias e sem esperanças. Parece o caminho mais curto, entretanto ineficaz e comprometedor.

Sempre haverá uma saída digna para aqueles que têm fé.

Abraços fraternos!

Mariazita disse...

Gostei deste texto que aborda um assunto de grande interesse.
O suicídio não é solução para nada; só que os suicidas não pensam assim.

Obrigada pela visita ao meu HISTÓRIAS.

Beijinhos

Carmo disse...

O texto é muito interessante e aborda um assunto preocupante e sério.
E não posso dizer que o suicidio seja um acto cobarde ou corajoso, porque a pessoa que o pratica, ela e só ela é que poderia dizer o porquê de tal acto e como isso é impossivel resta-me pensar que as pessoas que rodeiam aquelas que cometem suicidio deviam estar mais alerta, ler os sinais, ajudar.
Bom fim de semana

uminuto disse...

interessante este texto, mas há momentos em que as forças faltam e a dor fala mais alto
um beijo